sexta-feira, 07/10/2011

“Eu recolhi os corpos” - Entrevista com testemunha do Massacre de Ipatinga

O evento foi registrado pelo fotógrafo amador José Isabel Nascimento. Porém, foi atingido por vários tiros durante esse episódio e faleceu dez dias depois enquanto estava internado.

 

O Brasil viva momentos tensos. Trabalhadores anunciavam greves em várias localidades. Ipatinga e Timóteo não existiam como cidades e eram apenas distritos de Coronel Fabriciano.



Ipatinga, ainda com resquícios de uma pequena vila carvoeira, parecia um “formigueiro humano”. Pessoas de várias partes do país, principalmente do nordeste, se despediam dos parentes dizendo “tô indo para Usiminas”. Nos poucos rádios, que tinham como programação as emissoras da capital, os cantores brasileiros lutavam para se firmarem como estrelas da voz, cantando marchinhas e boleros. A dupla Cascatinha e Inhana, já consagrada por canções como Meu Primeiro Amor e India, emocionava o país, ainda muito rural.

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O momento era esse e o dia, 6 de outubro de 1963. Uma assembléia de empregados que trabalhavam na implantação da USIMINAS era dirigida por Geraldo dos Reis Ribeiro, presidente do sindicato. O clima era tenso, mas ele não imaginava que no dia seguinte estaria recolhendo os corpos de alguns participantes daquela reunião, tombados por balas de fuzil e metralhadora.

O assunto virou tabu. Traz sobre si uma ideia de revolta e mistério, recheada por divergências que vão desde a definição dos culpados até a quantidade de vítimas. Mas em uma coisa todos concordam: houve um fato grave que mudou os rumos da cidade e principalmente a relação entre a que seria a maior empresa da região e seus colaboradores.



Nos dias seguintes revistas e jornais de circulação nacional noticiaram o fato. Depois disso, veio o golpe militar de 1964 e o assunto foi “esquecido”.

Assista a esse resgate histórico, contada por um participante dela. Geraldo Ribeiro nos recebeu em sua casa, em Timóteo e concordou em voltar ao tempo e relembrar os fatos que se impregnaram no calendário, marcando para sempre o dia 7 de outubro.


Na terça-feira (4/10), o curso de História do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste) promoveu a exibição do documentário "Silêncio 63", produzido pelo cineasta Fábio Nascimento, sobre esse episódio histórico.

Segundo a historiadora Marilene Tuler, autora do livro "O Massacre de Ipatinga", o filme trata da construção de um “silêncio” em torno do assunto.

"O interesse pelo fato vem da minha adolescência, e cresceu à medida que tomei consciência do silêncio que o envolve, mesmo quase 50 anos após o ocorrido", relata o documentarista, que nasceu em Ipatinga e graduou-se em Cinema pela Université de Paris 3 - Sorbonne Nouvelle. "Silêncio 63" é resultado de seu projeto de mestrado, também cursado na França.

Após a exibição do filme, que tem duração de 24 minutos, historiadores e docentes participaram de um debate sobre o poder da memória e do silêncio, à luz do contexto histórico de 1964. Participaram das discussões os professores Jezulino Lúcio Mendes Braga e Maria Luciana Brandão Silva, do curso de História do Unileste, acompanhados da escritora Marilene Tuler.



Um dos momentos mais marcantes do debate ocorreu quando a filha de um dos mortos se levantou e pediu para contar sobre o sofrimento e a vida de sua família a partir daquele dia. “Até hoje, vivemos as marcas, sentimos as dores e perguntamos quando isso vai acabar”, falou emocionada.


Eliane Martins foi uma das vítimas

Em Ipatinga, dois espaços públicos foram nomeados em homenagem às vítimas: O Centro Esportivo Cultural 7 de Outubro , no bairro Veneza que se refere ao dia, e o Hospital e Pronto Socorro Municipal Eliane Martins, que recebeu o nome da garotinha atingida e morta por um tiro no colo de sua mãe.

O pequeno caminhão, que foi usado para transportar os soldados e a metralhadora, foi destruído na manhã seguinte, em frente ao prédio onde hoje funciona a Faculdade Pitágoras, no Horto.



Segundo algumas testemunhas, o caminhão teria ido buscar o almoço dos soldados que estavam escondidos onde é hoje o bairro Ferroviários.

No aniversário dos 45 anos de Ipatinga, o Plox realizou um documentário sobre a história da cidade. Pioneiros contam os fatos que marcaram a trajetória da pequena vila carvoeira até se tornar a cidade metropolitana. Um dos momentos mais tensos da produção está exatamente no trecho em que eles narram o que presenciaram naquele dia.

 

Clique e assista ao documentário.
 


muinto boa a materia meus

Enviado por hermano romeu qualberto (não verificado) em seg, 15/04/2013 - 12:38.

muinto boa a materia meus familiares tambem sofrerao  com o ocorrido  meu tio  geraldo gualberto alfaiate   reponsavel pelos ternos do chefes da usiminas morreu  indo para o trabalho um outro primo que estava com ele nada sofreu mas ele dizia que  eles estavao atirando  em qualquer um    lamentavel isso 


muintos desses trabalhadores

Enviado por o mecanico (não verificado) em ter, 26/03/2013 - 22:01.

muintos desses trabalhadores vieram fujindo de brasilha.pois ouveum masassacre semelante, mas pior tres caminhoes de mortos foram enterados nas construçes da metropole . ninguen fala.como ja estavam acostumado a matar e ninguem falava nada .ai vieram para ipatinga e metralharam trabalhadores.e ASSIM O BRASIL PAIS DA IMPUNIDADE.MATA CRIANÇA MATA JORNALISTA, PROMOVE O CRIMI, PROMOVE O CONSUMO DE DROGA ,DESGRAÇA EM GERAL .POLITICO COMPRA VOTO ,INDIOTA E MISERAVEL VENDE VOTO . HOSPITAL SO PARA O ************** VE.NAO TEMOS A ONDE POR TANTA ***************.QUANTO MAIS PIOR MELHOR,PARA APROVEITADORES.OBRIGADOO..... PLOX;;;     


Meu pai, Antônio Resende

Enviado por Nicólson Pedro de Resende (não verificado) em seg, 18/03/2013 - 15:41.

Meu pai, Antônio Resende Lamarca me contou a história do jeito que aqui está. Ele vivenciou tudo isso. Nós moramos durante 16 anos na sede da cavalaria, no bairro Ferroviários, e quando mudamos  para lá, ouvíamos estórias de corpos enterrados lá, ossos encontrados ao longo dos anos,etc. Nada comprovado. Que bom que nos últimos 15 anos a história de Ipatinga está sendo passada a limpo.


Parabens  ao plox pela essa

Enviado por João Pereira da Silva (não verificado) em ter, 12/03/2013 - 23:24.

Parabens  ao plox pela essa reportagem a respeito do massacre do 7 de outubro de 63.

 

Até agora so tenho visto reportagem que não condiz com a verdade, eu estava  ao lado do sindicalista Geraldo Ribeiro e tudo que ele diz eu assino em baixo, a historia verdadeira é essa que ele relata que começou um dia antes. 

 

Sem mais para o momento  um grande abraço pra essa equipe maravilhosa  do plox.

 

João  Pereira testemunha ocular dos fatos atualmente, morando em Marialva Estado do Paraná.


Um dia essa empresa vai

Enviado por Luciana (não verificado) em qui, 21/02/2013 - 22:27.

Um dia essa empresa vai quebrar feio !!! Ela usa os trabalhadores, suga deles e vendi ilusão. Quem enriqueceu, enriqueceu...hoje em dia, é só salárin, contratam e do nada mandam embora. Sua gestão é carrasca.


meu pai trabalhava na

Enviado por barreto (não verificado) em seg, 18/02/2013 - 23:06.

meu pai trabalhava na chicargo brito,minha mae tinha uma pensao proximo ao cemiterio. conta ela e ele que foi duro. no dia da matança.parecia a gestapo na polonia.pois seu propio pais massacrando seus filhos.

 

a gestapo era melhor estava em guerra e os trabalhadores.mas como sempre foi manobra politica.Brisola queria fundamentar o partido politico e criou um sistema de manipulaçao que  cada operario arumasse 11 filiados .,<1./11.1/11.>assim suscesivamente.rapidinho o partido politico foi criado. o governo usou a desculpa do comunismo da epoca e deu exemplo,e abafou o  caso. como os trabalhadores sao sempre usados por manipuladores ,foi facil concluir.a historia desse massacre foi sempre abafada , somente na midia local e evidenciada. numca na nacional.

 

1980 quando começou a se falar mas foi abafada com promessa de Indenização, muintos recebem uma penssao pomposa  por  ter sofrido este ataque . forram considerados pela naçao como presos politicos <ou terrorista?>quen ganhou , a usiminas ,o governo americano,ha sem esquecer , leonel brisola que sempre ficava em cima do muro, seu partido foi consolidado,e a politica da usiminas foi consolidada que esta ai ate hoje.quer prova maior?

 

ver o sindicato ;quem sempre esta no comando? modelo do sindicato de chicargo dos anos 50.quem perdeu meu pai com um tiro.

 

 dona roseli que perdeu o marido metralahado e outros que foram manipulados, afinal o controle foi mantido.hoje tem algo mais controlador e eficiente do que balas de metraladora.<credito . baixo salarios . ti dou credito e ataxo seu salario voce nao consegue pagar e estara sempre na minha porta pedindo. depois ti sucato, quem controla a  empresa e o departamento pessoal ,ele sempre vai ter marterial  humano desponivel, por enquantokkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

 


parabenização

Enviado por job de souza (não verificado) em dom, 20/01/2013 - 11:41.

gostaria de deixar aqui os meus parabens ao plox pela excelente materia,pois a turma mais jovem nada sabe a respeito da historia sangrenta da nossa cidade,parabens


aposentado imbecil

Enviado por Anônimo (não verificado) em ter, 01/01/2013 - 18:09.

meu sogro é um dos poucos imbecis que defendem a usiminas, nunca vi sujeitinho mais idiota, parece que não tem cérebro.


VELHO

Enviado por Anônimo (não verificado) em ter, 01/01/2013 - 13:02.

10 ANOS NA ÉPOCA, TU É VELHO PRA CARAMBA HEIN???


50 ANOS MASSACRE

Enviado por Anônimo (não verificado) em ter, 01/01/2013 - 13:01.

PARABÉNS AO PLOX, A MATERIA SOBRE AO MASSACRE DE 1964 FICOU S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L.


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