
Um estudo inédito na região, realizado por estudantes do curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste-MG), será compartilhado com outros pesquisadores e estudiosos durante o XXVIII Congresso Brasileiro de Zoologia. O evento será realizado entre os dias 7 e 11 de fevereiro, na Universidade Federal do Pará, em Belém.
Desenvolvida pelo estudante David Valentim Dias, a pesquisa analisou a distribuição sazonal (estações seca e chuvosa) das comunidades de aranhas errantes em amostras de serrapilheira (matéria orgânica vegetal e animal depositada sobre o solo) no Vale do Aço.
Durante o Congresso, o estudante apresentará os resultados do estudo, que contou com a orientação da professora doutora Tânia dos Santos, além de colaboração dos alunos Anderson Rodrigues, João Quintais e Renan Caires.
Mapeamento
De acordo com David Dias, o estudo foi realizado entre novembro de 2008 e junho de 2009 e mapeou os principais morfotipos (agrupamentos por semelhanças físicas) de aranhas errantes existentes na região. “Denominamos aranhas errantes aquelas que vão em busca de suas presas. Para estudá-las, coletamos amostras de serrapilheiras em quatro diferentes tipos de solo: monocultura de eucalipto, pastagem, floresta urbana e vegetação nativa”, explica o estudante.
As coletas foram repetidas por três vezes em cada área, abrangendo os períodos seco e chuvoso. Na região de floreta nativa, as amostras foram coletadas por nove vezes. “Ao todo, foram identificadas 42 aranhas, separadas em 15 morfotipos. Notamos que na seca, pela escassez de alimento, as aranhas errantes se dispersam mais em termos territoriais. Já no período chuvoso, com alagamento de muitas partes do solo, elas ficam concentradas nos locais mais secos, que servem como abrigo”, aponta.
David adianta que iniciará outra pesquisa em março deste ano, por meio de uma bolsa concedida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). “Pretendemos iniciar novas coletas de aranhas, desta vez com o intuito de verificar como o grau de sucessão ecológica (seqüência de comunidades e suas relações com o meio)influencia na distribuição e abundância das aranhas”, revela o estudante.
Incentivo à pesquisa

O aluno reconhece que sua pesquisa é resultado do incentivo recebido na Instituição. “Este é o segundo ano consecutivo em que realizo pesquisas no Laboratório de Zoologia de Invertebrados do Unileste. Sem dúvida, o estímulo dado pelo Centro Universitário é muito importante para o futuro acadêmico e profissional dos estudantes”, afirma.
Somente no primeiro semestre de 2009, a Fapemig concedeu bolsas a 40 projetos de iniciação científica desenvolvidos no Unileste, além de 15 bolsas do programa BIC-Júnior, que envolve, além dos universitários, alunos do ensino médio matriculados em escolas da região.
Da redação do Plox
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