Terminou nesta sexta-feira (20), o 1º Mutirão do DPVAT. A iniciativa, promovida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da 3ª Vice-Presidência, tem por objetivo transformar o judiciário através do estímulo ao diálogo e à negociação entre as partes.
O DPVAT, mais conhecido como "Seguro Obrigatório", é o seguro pago pelo proprietário dos veículos junto com o licenciamento anual. Quem foi vítima de algum acidente de trânsito, tem direito à indenização. Muita gente deixa de receber esse dinheiro por falta de informação.
A finalidade do DPVAT é amparar as vítimas de acidentes de trânsito em todo o território nacional, independente de quem tenha a culpa desses acidentes.
Situações cobertas: morte, invalidez permanente total ou parcial decorrente de acidente envolvendo veículos automotores de via terrestre ou cargas transportadas por esses veículos.
Entende-se por INVALIDEZ PERMANENTE TOTAL OU PARCIAL a perda ou redução, em caráter definitivo, das funções de um membro ou órgão, em decorrência de acidente provocado por veículo automotor. A impossibilidade de reabilitação deve ser atestada em laudo pericial.
Valor da indenização
O valor da indenização é de até R$ 13.500,00 por vítima. Variando conforme a gravidade das seqüelas e de acordo com a tabela do Seguro de Acidentes Pessoais.
Beneficiários: quem recebe a indenização por invalidez é a própria vítima do acidente.
Para informações de como solicitar a indenização por invalidez clique aqui.
Em caso de morte para acidentes ocorridos a partir de 29.12.2006, o valor da indenização é dividido simultaneamente, em cotas iguais, entre o cônjuge ou companheiro (50%) e os herdeiros (50%). Conforme a quantidade de herdeiros, a cota é fracionada em partes iguais. Se o acidente ocorreu antes de 29.12.2006, o cônjuge ou companheiro recebe primeiro a indenização e, na falta destes, os filhos ou, nesta ordem, os pais, avós, irmãos, tios ou sobrinhos.
Para informações de como solicitar a indenização por morte clique aqui.
Muitas vítimas ou parentes de vítimas não concordam com o valor proposto de indenização após um acidente e acionam a justiça. O grande volume deste tipo de processo, motivou a criação deste “mutirão” que tem o objetivo de buscar o acordo entre as partes.

Dona Isabel Ferreira de Souza disse que tenta receber o seguro pela morte de seu marido há 21 anos. Ela diz acreditar que com esse multidão finalmente terá seu caso resolvido. “Agora eu tenho esperança que vou receber”, afirmou.

O ex- trabalhador da construção civil e hoje aposentado, Júlio Cezar, sofreu um acidente que o impossibilitou de continuar trabalhando. Ele disse que essa oportunidade de resolver a questão “de uma única vez” é muito importante.
Dentre os advogados também foram unanimes os elogios à iniciativa. “Muito louvável esta oportunidade, que certamente evitará que muitos processos continuem se arrastando”, afirmou a advogada Adna Chagas Mendes.

Segundo Adna o único entrave encontrado é que a empresa Lider, que representa as seguradoras tem oferecido valores muito abaixo do que ela considera justos e possíveis de serem aceitos pelos clientes. “Os valores propostos pelas seguradoras estão aquém do que eu considero o ideal para as vítimas de trânsito. Só aceitamos o acordo quando este valor se torna mais adequado a cada caso”, ponderou.
Procuramos os representantes da Seguradora Lider. Eles não quiseram gravar entrevista, alegando que assim foram orientados pela sede da empresa, que fica no Rio de Janeiro. Também tentamos contato por quatro vezes com a assessoria de comunicação da Lider, mas sem êxito.
Entre os juízes que orientaram os trabalhos na Semana da Conciliação no Vale do Aço, é unânime o entendimento de que “conciliar” é um dos pilares do futuro da justiça, já que trata-se de uma alternativa baseada na autonomia das partes, na harmonização das relações e na celeridade da resolução dos litígios.

Na opinião da diretora do Foro da comarca de Ipatinga, a juíza Marli Maria Braga Andrade, a Semana da Conciliação coloca a comarca numa posição de vanguarda no que diz respeito ao cumprimento do princípio constitucional do prazo razoável do processo. “Se o evento resultar na realização de um número expressivo de acordos, ótimo. Se não, já é o fomento de uma nova cultura por parte do judiciário e da comunidade”, avalia.
A juíza da 1ª Vara Cível da comarca de Timóteo, Lucy Augusta Aznar, também considera “louvável” a ideia da conciliação e chama atenção para os benefícios desta alternativa para as partes. “É sempre bom buscar a conciliação para resolver os conflitos. As demandas são solucionadas com maior rapidez e as pessoas saem satisfeitas”, aponta.

Opinião semelhante tem a juíza titular da 2ª Vara Cível da comarca de Ipatinga, Maria Aparecida de Oliveira Grossi. Para ela, o Mutirão do DPVAT é um projeto inovador de grande importância para a sociedade, pois possibilita à parte a concretização de seu direito de forma efetiva e célere. “Representa ainda uma nova forma de enfrentar os desafios da evolução social, que fazem desaguar diariamente no Judiciário uma gama enorme de demandas”, acrescenta.
Um dos organizadores do evento no Vale do Aço, o juiz titular da 1ª Vara Cível da comarca de Ipatinga, Marcelo Fioravante, destacou ainda outros aspectos positivos da iniciativa para a região. “A exemplo do que ocorreu em Belo Horizonte e em Uberlândia, um resultado positivo no Mutirão do DPVAT pode implicar na injeção de R$ 2 mi a R$ 3 mi na economia local. E isso traz reflexos muito significativos para a região”, ponderou.
Empenho
A fim de auxiliar nos trabalhos da Semana de Conciliação de Ipatinga, dois magistrados da comarca de Belo Horizonte viajaram para o Vale do Aço - o juiz titular da 3ª Vara Cível, Raimundo Messias Júnior, e o juiz de direito substituto Fabrício Simão.
Raimundo, que participou também dos mutirões da capital e de Uberlândia, elogiou a estrutura montada no Fórum de Ipatinga. “Posso afiançar que esse foi o mutirão mais pontual e mais organizado dos três. Só não devemos alcançar o mesmo índice de acordo das duas outras cidades devido à existência, na região, de um escritório de advocacia que maneja aproximadamente 800 dos processos em pauta e que chegou aqui com uma postura bastante rígida. Na maioria desses processos, as partes optaram por aguardar a decisão da justiça, por discordar da política da proposta da seguradora”, revelou.
Na avaliação de Raimundo Messias Júnior, a conciliação evita o risco da demora da decisão e até mesmo de um resultado menos vantajoso para a parte. “Muitas vezes, o mutirão traz também de volta pessoas que tomaram o caminho da justiça sem necessidade, quando o conflito poderia ser resolvido diretamente com a seguradora”, acrescenta.
Conforme o magistrado, o mais importante da conciliação é proporcionar satisfação às partes. “Queremos que as pessoas venham aqui e saiam satisfeitas, com uma indenização no valor bem próximo do almejado. Não adianta fechar um acordo e se arrepender logo que virar a esquina”, alerta.
Há poucos meses atuando como magistrado, o juiz de direito Fabrício Simão também viajou para Ipatinga para auxiliar no mutirão. Ele destaca que a iniciativa promove a aproximação das partes ao judiciário e o espírito de conciliação. “As partes precisam assimilar a autonomia para solucionar seus conflitos, sem a necessidade da intervenção de um terceiro. Aqui no mutirão, nós, juízes, atuamos mais como orientados, para resguardar que o acordo celebrado seja justo. Porém, são as partes que fazem uso de sua autonomia para resolver seus problemas”, considerou.
O magistrado defende ainda que as escolas de Direito invistam numa cadeira específica para a conciliação. “É preciso pensar nisso como uma nova política para o futuro. Há países em que o advogado de uma parte já procura o da outra naturalmente antes de levar o problema à Justiça, com o objetivo de celebrar um acordo. É uma questão de cultura e que deve sim ser fomentada”, conclui.
Da redação do Plox
Veja também
Acidente de transito
Sofri um acidente de transito, o onibus que eu estava bateu, estava em alta velocidade e bateu no onibus da frente. Diversas pessoas ficaram feridas, eu bati com o olho aberto no outro banco, a batida foi forte demais, fiquei com olho super enchado durante 3 semana. No hora do acidente fui levada para um hospital no centro onde me deram um medicamento muito forte que passou a dor horrosa na cabeça e uma médica(oftal) examinou meu olho todo. Sofi arranhões por dentro e devido a pancada ficou super enchado. Ela receitou uma pomada.
No própio hospital fomos encaminhadas para pegar nossas identidades em uma sala onde conversamos com advogados que ficaram de dar entrada no processo. Ja recebi o número do processo.
Gostaria de saber o tempo que leva processo deste tipo. E uma base de indenização.
Desde já agradeço sua ajuda.
correçao Solucões para cabar
correçao
Solucões para cabar com acidentes de transito no Brasil afinal qualquer veiculo pode se transformar em uma arma fatal. NAO ESQUEÇA disso
instalar radares em zonas perigosas
criar ZONA para bicicletas "circulaçao" ZONA pedestres circulaçao
proibir bicicletas e outro derivados de circular em vias de alta velocidade. FAZER TUNEIS PARA ATRAVESSAR ESSA VIAS OU MESMO PONTES BEM ALTAS "passarelas"
dar preferência a pedestres e nao aos motoristas (a partir do momento que um pedestre coloca um pé numa faixa de pedestre o motorista tem obrigação de parar do contrário corre o risco de prisão e multa se nao respeito de tal...
punir a velocidade e o álcoo com mais rigor no penal ja tirando o infrator por alguns meses antes de passar no tribunal e depois de sentença e multa passará por um médico para averiguações de alcolemia pois coloca a vida não so deles mas dos outros em perigo
controle rigoroso nas saidas de discotecas quanto ao teor de álcool grama álcoo litro de sangue e nas discoteccas bares e outro o lema deve ser "quem dirige e o que nao bebe"
campanha de coinscientização escolas, tv, e responsabilidade social de cada focalizando os jovens e todo aquele que não se acha fazer parte sobre tudo esses
motoqueiros devem além do capacete ter outros acessórios se possivel
da radares intinerantes equipagem de mais frequência para a policia....
estabelecer controle tecnico para veiculos obrigatórios em pontos de segurança todos os dois anos
estabelecer tempo de trabalho para condutores de ônibus e caminhoneiros com controle de tacgrafos ou derivados.
e fim colocar em prática o que simplismente esta no lema da nossa bandeira
ORDEM E PROGRESSO verifiquem bem que a primeira palavra é ordem rsrs
iamos esquecendo que deveria ser feito uma reorganizaçao quanto ao respeito a velocidade maxima permitida...
em fim essas são só as primeiras idéias mais tenho muito mais
salvar vidas amar o brasil no rosto de uma criança feliz
SOLUçoes para acabar com acidentes de transito no Brazil afinal qualquer vehiculo pode se transformar em uma arma fatal. NAO ESQUEca disso
instalar radares em zonas perigosas
criar ZONA para bicicletas "circulaçao" e ZONA pedestres "circulaçao"
proibir bicicletas e outro derivados de circular em vias de alta velocidade ,,,,, para esses fins FAZER TUNEIS PARA ATRAVESSAR as mesmas ESSA VIAS OU entao PONTES BEM ALTAS "passarelas"
dar preferencia a pedestres e nao aos motoristas ( a partir do momento que um pedestre coloca um pe numa faixa de pedestre o motorista tem obrigaçao de parar do contrario corre o risco de prisao e multa se nao respeito de tal... claro cada um tem a sua responsabilidade no trânsito e um papel o qual deve respeitar digo assim tanto o motorista como o pedestre e claro " a desenvolver"
punir a velocidade e o alcool com mais rigor no penal ja tirando o infrator das ruas por alguns meses em caso de flagrante e isso antes de passar no tribunal e depois de sentensça e multa passara por um medico para averiguaçoes de alcolemia com todas essa barreiras qualquer individuo penssara mais vezes antes de fazer alguma bobagem pois essa pessoa tem que ser coinscientizzada que ela coloca a vida nao so dela em perigo mas a dos outros em sobre tudo...
controle rigoroso nas saidas de discoteca quanto ao teor de alccool grama alcool litro de sangue e nas discoteccas bares e outro a lema deve ser "quem dirige é o que não bebe"
campanha de coinscientizaçao escolas, tv,,,, e responsabilidade social de cada focalizando os jovens e todo aquele que nao se acha fazer parte sobre tudo esses
motoqueiros devem alem do capacete e ter outros acessorios se possivel
da radares intinerantes equipagem de mais frequencia para a policia....
estabelecer controle technico para vehiculos obrigatorios em pontos de segurança todos os dois anos
estabelecer tempo de trabalho para condutores de onibus e caminhoneiros com controlhe de tacgrafos ou derivados.
e fim botar em pratica o que simplismente esta no lema da nossa bandeira
ORDEM E PROGRESSO verifiquem bem que a primeira palavra é ordem rsr
em fim essas sao so as primeiras ideias mas tenho muito mais telefone no volante, comer dirigindo, andar de morto completamente mal vestido ETC ETC ETC .)
acidentes
ao sair no portao de minha casa, minha filha foi atropelada por uma moto, que se evadiu do local, levei minha filha ccom um braço quebrado e ela perdeu um dente permanente, o tratamento dentario e a protese dentaria para substituir o dente perdido, fica bem caro, tenho algum direito em indenizaçao pelo dpvat visto que não foi feito ocorrencia policial? se puderem me respondam, desde já obrigado
duvida sobre DPVAT e prescrição de processo criminal
Olá . Sofri um acidente em 30/11/2001 , Um Homem virou o carro na frente da minha moto numa rodovia , onde ele não poderia fazê-lo . Na época no B.O ( 093-06146-2001) . Ele assumiu a culpa . Eu passei por cirurgias , tive que colocar 4 pinos no joelho (tenho até hoje) , fiquei um tempo sem andar , e até hoje passo por cirurgias , fiz uma em 2010 , e o medico ja pediu outra . Tive ulceras , estou com problemas de coluna e varias outras coisas que tem me atrapalhado bastante . Eu trabalhava na CSN -Companhia Siderurgica Nacional - na epóca , esta que por sua vez me demitiu após eu voltar da 2ª licença em 12/2005 . Na época eu não processei o autor , quero saber se ainda posso fazê-lo , pois tenho gastos até hoje, e pelo visto , o terei pelo resto da vida . Ele se mostrou muito arrogante dizendo que não tinha mais nada a ver comigo e que minha demissão na empresa não foi culpa dele . fIquei muito individado neste tempo pois fiquei desempregado . O acidente foi em 30/11/2001 . Outra coisa : O autor me levou ao cartorio na epoca e pediu para que eu assinase uma declaração para ele receber o DPVAT , e eu não recebi nada , fui pq estava de cama na epoca, e morava com minha avó , que nada podia fazer para impedir isso .. .. Ainda posso fazer alguma coisa??? Obrigado pela atenção e aguardo resposta
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