Tradicional e histórica, Diamantina festeja a volta dos turistas

Recentemente reaberta aos visitantes, a terra de JK e Chica da Silva e patrimônio da humanidade pela Unesco dispõe de inúmeras belezas arquitetônicas e naturais

Por Plox

03/11/2020 16h34 - Atualizado há 22 dias

Se não bastasse o título de patrimônio da humanidade, conferido pela Unesco em 1999, Diamantina, a cidade do ex-presidente Juscelino Kubitschek e de Chica da Silva – a escrava mais famosa do país –, guarda a riqueza histórica do Brasil Império em suas construções coloniais, paisagens exuberantes e gastronomia requintada.

Ao se deparar com o Passadiço da Glória, cartão-postal do antigo Arraial do Tijuco, o visitante é convidado a voltar no tempo e reviver o passado da cidade que teve a maior lavra de diamantes do mundo ocidental no século 18. Não muito longe desse local se encontra o antigo Mercado Velho, que foi ponto de parada dos tropeiros e hoje abriga o Centro Cultural David Ribeiro. Quando for visitá-lo, vá ao final do dia e surpreenda-se com o paredão da Serra dos Cristais ao fundo, que reluz com o dourado do pôr do sol, e cria uma paisagem de extrema beleza.

Cartão-postal de Diamantina, o Passadiço da Glória se encontra no antigo prédio que funcionou como orfanato e educandário no século 19(foto: Beto Novaes/EM)

Com mais de três séculos de fundação, o município de Diamantina preserva cuidadosamente a riqueza histórica da cidade barroca, porta de entrada para o Vale do Jequitinhonha. Cheia de tradições, ela tem um patrimônio arquitetônico, cultural e natural rico e bem preservado. Não à toa, o município entrou no hall das belas cidades do mundo agraciadas com o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

“Atualmente, Diamantina é uma das cidades históricas mais conhecidas e visitadas do país. O casario colonial, de inspiração barroca; as edificações históricas; as igrejas seculares; a belíssima paisagem natural e uma forte tradição religiosa, folclórica e musical conferem uma singularidade especial à cidade”, declara o site oficial da cidade.

Protocolo

Atualmente, Diamantina encontra-se na “onda verde” – atividades econômicas e não econômicas podem funcionar –, com base no projeto Minas Consciente. O município foi liberado para receber turistas desde o dia 10 de outubro, conforme estabelecido pelo decreto nº 391, emitido em 9 de outubro, pela Prefeitura de Diamantina.

No entanto, levando-se em conta a pandemia de COVID-19, todas as medidas de segurança devem ser seguidas, a fim de evitar a proliferação do vírus. Para isso, além da exigência do cumprimento rigoroso dos protocolos sanitários vigentes, há o monitoramento diário dos indicadores epidemiológicos. Uso de máscaras é obrigatório na cidade.

Roteiro

não podem ficar de fora do roteiro turístico estão o Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Diamantina, a Capela Nossa Senhora da Luz, o Teatro Santa Izabel, a Igreja Nossa Senhora do Amparo, a Igreja Nossa Senhora das Mercês, a Casa da Glória, a Casa de Juscelino Kubitschek, a Casa de Chica da Silva e o Centro Cultural David Ribeiro (antigo Mercado Velho).

As demais igrejas da cidade também não podem ser “esquecidas”. Cada uma delas é rica em história e projeto arquitetônico. Imperdível ainda são os atrativos naturais de Diamantina. Entre eles estão o Caminho dos Escravos, a Cachoeira do Sentinela e a Gruta do Salitre.

A cidade vive também de música. As tradicionais vesperatas são um dos atrativos mais famosos do município. Porém, em razão da pandemia, o evento tem ocorrido por meio de plataformas on-line. Então, essa é uma atividade turística que você terá de deixar para fazer na próxima vez em que for à cidade. Afinal, nunca é demais fazer turismo pela tradicional e histórica Diamantina. 

Para quem quer fugir de aglomerações e ter contato direto com a natureza, Biriri é um refúgio de descanso e sossego. Localizado a cerca de 15 quilômetros do Centro de Diamantina, o local merece ser visitado. Por uma estradinha de terra, passando por entre vales e montanhas da Serra do Espinhaço, o turista chega à bucólica vila erguida no século 19 em função da Companhia Industrial de Estamparia – uma das primeiras fábricas têxteis de Minas Gerais, que serviam de residência para os operários –, hoje desativada.

Todo o povoado é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) e, atualmente, abriga 30 moradias, restaurantes simples e uma igreja colonial.

 

 

 

Fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/turismo/2020/11/03/interna_turismo,1200471/tradicional-e-historica-diamantina-festeja-a-volta-dos-turistas.shtml
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