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    Prefeitura de São Paulo descumpre lei municipal e utiliza fogos com barulho

    A prefeitura e a SPTuris, empresa municipal responsável pela virada, haviam divulgado que fogos não teriam estampido

    Por Plox

    01/01/2020 13h42 - Atualizado há quase 2 anos

    Na festa da virada do ano, a Prefeitura de São Paulo realizou 12 minutos de queima de fogos na avenida Paulista. O problema é que esses fogos, diferente do que fora anunciado pela prefeitura, não foram silenciosos. Isso descumpre a lei municipal sancionada pelo atual prefeito da cidade Bruno Covas (PSDB) em maio de 2018. 

    Em seu site oficial, a SPTuris, empresa municipal responsável pela festa, anunciou que as atrações para a noite, citando que os fogos seriam “sem estampido”. 

    spturis Foto: Reprodução/Site SPTuris


     
    No festa da virada do ano anterior, o show pirotécnico foi realizado com fogos silenciosos e, a prefeitura, havia anunciado que esse ano não seria diferente. 
     
    Na festa da Paulista, onde teve como atração principal o cantor Lulu Santos, foram utilizados três toneladas de fogos. 

    fogos Foto: Reprodução/Twitter


     
    Segundo a lei municipal, em caso de descumprimento, a multa prevista é de R$ 2.000. Valor este que é dobrado na primeira reincidência e quadruplicado a partir da segunda, dentro de um período de 30 dias. 
     
    No entanto, a lei não proibiu os fogos com efeitos visuais, sem ou com pouco barulho. Estão proibidos fogos barulhentos em locais abertos e fechados, sejam estes públicos ou particulares, em toda a capital. 

    O debate sobre os fogos com barulho se expande todos os anos com a chegada do réveillon. Muitos falam sobre os efeitos contrários do excesso de barulho causado pelos fogos em idosos, crianças, animais e até em pessoas com espectro autista. 

    Foi sob esse argumento, inclusive, que o então prefeito de São Paulo sancionou a lei de autoria dos vereadores Reginaldo Tripoli (PV) e Mario Covas Neto (Podemos), em 2018.
     
    A reportagem do Plox entrou em contato por telefone com a Prefeitura de São Paulo, mas as ligações não foram atendidas. A reportagem também solicitou por outras vias um posicionamento da da prefeitura e da SPTuris, mas, até o momento da publicação dessa matéria, a solicitação não havia sido atendida. 

    Caso os órgãos responsáveis se pronuncie, essa matéria será atualizada.

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