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    Rodrigo Pacheco é reeleito presidente do Senado

    Senador por Minas Gerais derrotou Rogério Marinho (PL-RN), apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro

    Por Plox

    01/02/2023 18h25 - Atualizado há cerca de 1 ano

    O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) foi reeleito presidente do Senado nesta quarta-feira (1) ao vencer a votação contra o senador Rogério Marinho (PL-RN), apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Pacheco garantiu 49 votos e comandará a Casa até 2025. Enquanto Marinho recebeu 32 votos e Girão desistiu da candidatura à presidência do Senado.

    Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG)/Foto: reprodução

     

    Regras

    Cada candidato à Presidência do Senado terá 15 minutos para fazer um pronunciamento. Eles serão chamados à tribuna por ordem alfabética de seus nomes parlamentares. Uma candidatura pode ser retirada até o encerramento da palavra pelo último senador.

    Após o uso da palavra pelos candidatos, será iniciada a votação secreta por meio de cédula única com os nomes dos candidatos em ordem alfabética. As 81 cédulas serão rubricadas previamente pelo presidente da reunião preparatória e por outro senador designado por ele.

    O presidente dos trabalhos chama os senadores nominalmente, pela ordem de criação dos estados. Em seguida, o parlamentar se dirige à Mesa, recebe a cédula rubricada, vai até a cabine de votação e deposita o envelope com a cédula na urna no Plenário.

    Cada senador só pode assinalar uma opção na cédula de votação, sob pena de anulação. Os votos serão apurados pelo presidente dos trabalhos, com auxílio do terceiro e do quarto secretários da Mesa anterior e a supervisão de escrutinadores indicados pelos candidatos. Encerrada a contagem dos votos, o resultado será anunciado pelo presidente. Após a apuração, as cédulas serão trituradas.

    Será considerado eleito o candidato que obtiver pelo menos 41 votos, a maioria absoluta da composição da Casa. Caso nenhum deles atinja esse quórum, haverá novo turno de votação com os dois candidatos mais bem votados, que poderão usar da palavra novamente por mais 10 minutos. Será considerado eleito quem obtiver no mínimo 41 votos. O presidente eleito assumirá os trabalhos imediatamente e convocará a terceira reunião preparatória.

    Os candidatos

    Rodrigo Pacheco (PSD-MG)

    O mineiro Rodrigo Pacheco de 46 anos é o atual presidente do Senado e favorito a vencer a eleição. Ele é advogado criminalista e se formou em direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-MG). Também ocupou cargos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

    Pacheco iniciou sua carreira pública em 2014, quando foi eleito para ocupar o cargo de deputado federal pelo MDB. Enquanto esteve ocupando uma cadeira na Câmara, o parlamentar votou pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

    Já em 2018 se candidatou a senador e exercerá seu mandato até 2026. Foi eleito presidente da Casa em 2021, com apoio de Davi Alcolumbre (União-AP), que o antecedeu no cargo e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Rodrigo Pacheco tentou manter uma relação de equilíbrio com o então presidente Bolsonaro. No início da gestão, dialogava com maior frequência com Jair, colocando em pauta no Senado propostas importantes para a gestão do ex-presidente.

    Com o passar do tempo,  mineiro foi se distanciando de Bolsonaro e aliados, principalmente após o resultados das urnas. O presidente do Senado sempre se posicionou favorável às instituições democráticas, à legitimidade das urnas e da Justiça Eleitoral. Para se reeleger, Pacheco conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dos senadores do PT e de parlamentares da centro esquerda.

    Rogério Marinho (PL-RN)

    Principal concorrente de Pacheco, Rogério Simonetti Marinho é o grande trunfo do PL e do bolsonarismo. Ele tem 58 anos, é economista e professor e atuou como ministro do Desenvolvimento Regional entre 2020 e 2022, durante a gestão Jair Bolsonaro.

    Além disso, o senador já foi secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Marinho tem longa carreira na política e já foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte em três oportunidades.

    Em 2022, foi eleito como senador, cargo que ocupará pelos próximos oito anos. Marinho terá o apoio formado pelo bloco de seu partido, o PL, que contém o maior número de senadores, 13. Fecham o bloco o PP com seis parlamentares e o Republicanos com quatro.

    Além dos 23 votos acima, o senador do PL ainda contará com votos de Alan Rick (União-AC), Sergio Moro (União-PR), Ivete da Silveira (MDB-SC), Dr Samuel Araújo (PSD-RO), Nelsinho Trad (PSD-MS), Lucas Barreto (PSD-AP), Izalci Lucas (PSDB-DF), Marcos do Val (Pode-ES).

    O candidato disse na última segunda-feira (30) que levará em consideração as pautas do governo Lula.

    "Caso o presidente da República mande projetos relevantes e importantes para o Senado, eu não vou fazer o papel de obstruir. Não é o meu papel. Serei um presidente que vai levar em consideração sempre o bom funcionamento da Casa".

    Marinho também poderá colocar em pauta no Senado o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal de Justiça (STF). A atuação dos magistrado tem sido bastante criticadas pela ala bolsonarista. O próprio senador disse recentemente que o atual presidente do Senado foi "omisso" diante dos outros Poderes, principalmente o (STF).

    Desistência

    Eduardo Girão (Podemos-CE) estava cotado para ser terceiro na disputa. Ele exerceu o cargo de senador desde 2018 e adotou uma postura mais conservadora e ligada à direita.

    No ano passado, Girão foi um dos senadores que endossou o discurso bolsonarista sobre as urnas e questionou a legitimidade das pesquisas eleitorais e da lisura do processo eleitoral.
     

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