Bancada mineira volta ao Congresso dividida e com segurança, CPIs e obras como prioridades em 2026
Reinício dos trabalhos legislativos coloca deputados e senadores de Minas no centro de debates sobre segurança pública, reformas, crise na saúde, mineração e investimentos em infraestrutura, em ano pré-eleitoral.
01/02/2026 às 09:05por Redação Plox
01/02/2026 às 09:05
— por Redação Plox
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O reinício dos trabalhos no Congresso Nacional em 2026 recoloca Minas Gerais no centro de debates sobre segurança pública, infraestrutura, crise na saúde, mineração e reformas estruturais. As prioridades da bancada mineira se distribuem por diferentes temas e expõem uma clara divisão de discursos em um ano pré-eleitoral.
Congresso Nacional
Foto: Reprodução
Enquanto parlamentares alinhados à direita pressionam pelo avanço da PEC da Segurança Pública e pela criação de novas comissões parlamentares de inquérito, deputados do campo progressista tentam destravar projetos voltados à diversificação econômica e à proteção ambiental no estado.
PEC da Segurança e CPIs mobilizam ala conservadora da bancada
Na Câmara dos Deputados, a expectativa é que a PEC da Segurança Pública volte à pauta. O deputado federal Junio Amaral (PL-MG) avalia que a proposta exigirá uma articulação intensa da bancada mineira para evitar interferências da União na gestão estadual da área.
Acredito que a PEC da Segurança Pública volte a ser pautada no retorno dos trabalhos, o que demandará um intenso trabalho de nós deputados para respeitar a autonomia dos Estados na gestão da segurança pública
Junio Amaral
Além da PEC, o parlamentar defende a prorrogação da CPMI do INSS e reforça a pressão pela instalação da CPMI do Banco Master, tema que deve manter em evidência a agenda de investigações no Legislativo ao longo do ano.
Projetos sociais e ambientais em meio a resistência conservadora
No campo progressista, a deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) avalia que o Congresso vive um dos momentos mais conservadores da história recente e aponta dificuldades para avançar em propostas consideradas estruturantes para Minas, como a criação de um Fundo de Diversificação Econômica para reduzir a dependência da mineração.
Duda também tenta levar ao plenário o projeto que cria o Monumento Natural da Serra do Curral, ampliando a proteção ambiental de uma das áreas mais simbólicas de Belo Horizonte. A proposta busca transformar a serra em monumento natural, com regras mais rígidas para ocupação e exploração econômica.
Na avaliação da parlamentar, contudo, a correlação de forças no Congresso tende a favorecer projetos de perfil mais liberal. Ela aponta a Reforma Administrativa como a pauta com maior chance de avançar, com impacto direto sobre serviços públicos essenciais em Minas Gerais. Para a deputada, medidas em discussão representam um risco para áreas como saúde, educação e demais serviços prestados pelo funcionalismo no estado.
Infraestrutura e saúde dominam prioridades no Senado
No Senado Federal, o debate mineiro ganha contornos diferentes. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) critica a ausência de uma agenda clara do governo de Minas junto à bancada federal e afirma ter definido, por conta própria, suas prioridades para o ano legislativo.
Entre os temas elencados por Viana, estão a obra da BR-381 no trecho entre Belo Horizonte e Caeté e o apoio emergencial ao sistema de saúde pública, que, segundo ele, está em situação de colapso em várias regiões do estado.
A insatisfação expressa pelo senador evidencia ruídos entre o Executivo estadual e os representantes mineiros em Brasília e reforça a estratégia de parlamentares que, em ano eleitoral, buscam assumir o protagonismo em pautas de grande apelo regional e eleitoral.
Bancada mineira inicia ano sem agenda unificada
As prioridades apresentadas por deputados e senadores indicam que a bancada de Minas começa 2026 fragmentada e sem um plano comum de atuação no Congresso. Temas como segurança pública, reformas estruturais, instalação de comissões parlamentares de inquérito e investimentos em infraestrutura tendem a orientar as principais disputas e articulações ao longo do ano legislativo.