Macaulay Culkin lamenta morte de Catherine O'Hara de ‘Esqueceram de mim’
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A chamada classe média brasileira costuma ser associada a um padrão de vida que permite cobrir gastos básicos, acessar alguns bens de consumo e planejar o futuro com certo grau de estabilidade. Em 2025, esse enquadramento não depende apenas do salário de quem trabalha, mas também do número de moradores da casa, do custo de vida da cidade e da composição das despesas familiares. Ainda assim, existem faixas de renda usadas por economistas e órgãos de pesquisa para identificar quem integra esse grupo.
Quanto você precisa ganhar para ser considerado classe média no Brasil?
Foto: Pixabay
De modo geral, a referência mais utilizada leva em conta a renda mensal por pessoa, e não apenas o contracheque individual. Entra na conta tudo o que chega ao lar: salários, benefícios, pensões, aposentadorias, comissões e outros ganhos. Assim, um mesmo valor pode significar classe média em uma cidade do interior e um padrão bem mais apertado em capitais caras, como São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasília.
No Brasil, a classe média costuma ser medida por faixas de renda per capita. Estudos de instituições como o IBGE e centros de pesquisa indicam que esse grupo se concentra em valores que vão de cerca de um salário mínimo até algo em torno de quatro a cinco salários mínimos por pessoa, considerando números atualizados para 2025. Esse intervalo varia conforme o critério adotado, mas serve como referência para entender o lugar da classe média na estrutura social.
Na prática, uma família de quatro pessoas cuja renda total fique entre aproximadamente R$ 6 mil e R$ 20 mil por mês tende a ser classificada dentro da classe média, conforme a metodologia utilizada em cada estudo. Trata-se de uma estimativa, não de um limite oficial fixo ou único. Algumas pesquisas ainda subdividem esse grupo em baixa classe média, classe média típica e alta classe média, de acordo com o poder de consumo e a capacidade de poupar ou investir.
Nesse contexto, ser classe média não significa luxo, mas conseguir pagar moradia, alimentação, transporte, escola, plano de saúde e ainda tentar guardar uma parte da renda no fim do mês. Em muitos lares, porém, a soma de prestações, financiamentos, mensalidades e gastos com tecnologia e serviços digitais consome boa parte do orçamento, deixando pouca margem para imprevistos.
Com uma renda enquadrada na classe média brasileira, grande parte das famílias consegue cobrir as despesas essenciais e ter algum acesso a bens e serviços que caracterizam esse estrato. Em geral, esse orçamento permite certo planejamento e uma pequena reserva para emergências, ainda que com limites claros.
Entre os principais itens que costumam caber no bolso estão:
Moradia: possibilidade de alugar um imóvel de padrão médio ou financiar a casa própria em bairros com infraestrutura básica, como transporte público, comércio e serviços.
Alimentação: capacidade de manter uma alimentação variada, incluindo itens além do básico, como produtos industrializados, carnes com maior frequência e eventuais refeições fora de casa.
Transporte: uso de carro próprio, financiado ou quitado, ou gastos regulares com aplicativos e transporte público, de acordo com a rotina de trabalho e estudo da família.
Educação: matrícula em escolas particulares de valor intermediário ou investimento em cursos técnicos, de idiomas e graduação em instituições privadas ou públicas.
Saúde: contratação de um plano de saúde de cobertura regional ou coparticipativo, além de consultas e exames particulares esporádicos.
Lazer: viagens ocasionais, idas ao cinema, restaurantes e atividades culturais, sempre condicionadas ao espaço disponível no orçamento mensal.
Mesmo com essas possibilidades, boa parte da classe média vive com o orçamento no limite. Em muitos casos, a capacidade de poupar se restringe a uma fração pequena da renda, o que torna essas famílias vulneráveis a perda de emprego, crises econômicas ou emergências de saúde.
Para saber se uma família se enquadra na renda de classe média no Brasil, uma estratégia comum é calcular a renda per capita. O procedimento é simples e ajuda a comparar a realidade doméstica com as faixas usadas em estudos socioeconômicos.
O passo a passo costuma seguir esta lógica:
1. Somar todos os rendimentos do lar: salários, benefícios, comissões, aposentadorias, pensões e outros ganhos.
2. Dividir o total pelo número de moradores, incluindo adultos e crianças, já que todos consomem recursos.
3. Comparar o resultado com o salário mínimo vigente, verificando quantos salários mínimos essa renda representa por pessoa.
4. Cruzar o número obtido com as faixas de renda apontadas por pesquisas recentes de instituições oficiais ou centros de estudo.
5. Avaliar o custo de vida da região, considerando se esse valor é capaz de cobrir moradia, alimentação, transporte, educação e saúde, com alguma margem para poupança ou imprevistos.
Ao fazer esse cálculo, muitas famílias percebem que estão na fronteira entre diferentes grupos de renda. Em cidades com custo de vida alto, uma renda que, em tese, colocaria o lar na classe média pode bastar apenas para o básico. Já em regiões com preços mais baixos, o mesmo valor abre espaço para mais conforto, lazer e a construção de reservas financeiras.
Quem alcança a faixa de renda associada à classe média no país costuma priorizar estabilidade e mobilidade social. Entre os principais objetivos aparecem o pagamento de dívidas, a formação de uma reserva de emergência, o investimento em educação própria ou dos filhos e a construção de patrimônio, seja pela casa própria, seja por pequenos investimentos.
Nesse cenário, a segurança financeira, ainda que relativa, torna-se um objetivo central do planejamento familiar. Ao mesmo tempo, a classe média enfrenta desafios constantes, como a oscilação do mercado de trabalho, o avanço dos preços de serviços privados e a necessidade de atualização profissional contínua.
O que se consegue conquistar com essa renda depende da disciplina com o orçamento, da regularidade dos rendimentos e do contexto econômico mais amplo, que influencia oportunidades de emprego, inflação, juros e acesso ao crédito.