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    Sindicato dos servidores desmente informações divulgadas pela prefeitura de Ipatinga

    Por Plox

    01/03/2019 19h28 - Atualizado há mais de 2 anos

    Na manhã desta sexta-feira (1), o Sindicato de Servidores Públicos de Ipatinga procurou a reportagem do PLOX para contrapor as informações divulgadas anteriormente pela Prefeitura de Ipatinga, referente a greve dos servidores que iniciou-se na última segunda-feira.

    De acordo com Marcione Menezes Andrade, presidente do Sintiserpi, o comunicado da prefeitura tem como objetivo “enfraquecer o movimento legítimo de greve”. Segundo ela, várias tentativas de negociações foram feitas antes que se iniciasse a greve. “A greve dos servidores municipais de Ipatinga foi deflagrada após várias tentativas de se iniciar a negociação da pauta da Campanha Salarial. Foram enviados ofícios solicitando reunião nos dias: Ofício 49/2018 em 03/05/18, Ofício 63/2018 em 04/06/18, Ofício 94/2018 em 01/08/18, Ofício 114/2018 em 05/09/18, Ofício 131/2018 em 19/09/18”, afirmou.

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    Conforme nota do sindicato, a diretoria acusa o Executivo de tentar criminalizar o movimento, que segundo a presidência, é legítimo e de direito, haja vista que “aguardam há mais de dois anos o início da negociação dos seus direitos, como se direito pudesse ser negociado”, diz a nota.

    “Esta é uma greve que luta para garantir direitos, não por benefícios”, afirma Marcione Menezes, presidente do sindicato.

    Confira a nota na íntegra:

    Esclarecimentos de boatos e mentiras sobre a greve

    Diante de inverdades publicadas ou divulgadas na mídia nos últimos dias, pela administração municipal, com objetivo de enfraquecer o movimento legítimo de greve, faz-se necessários alguns esclarecimentos quanto à veracidade dos fatos e coerência das atitudes da categoria.

    A greve dos servidores municipais de Ipatinga foi deflagrada após várias tentativas de se iniciar a negociação da pauta da Campanha Salarial. Foram enviados ofícios solicitando reunião nos dias:

    Ofício 49/2018 em 03/05/18
    Ofício 63/2018 em 04/06/18
    Ofício 94/2018 em 01/08/18
    Ofício 114/2018 em 05/09/18
    Ofício 131/2018 em 19/09/18

    Após várias tentativas, a assembleia que decidiu pela greve ocorreu no dia 20/02/19. A Prefeitura foi comunicada através do ofício 31/2019, entregue às 9h10 do dia 21/02/19, à Secretaria Municipal de Administração, endereçada à Secretária, Bruna Rocha e ao prefeito, em duas vias. A paralisação iniciou-se no dia 25/02/19, 94h após a comunicação da decisão dos servidores.

    Dessa forma, percebe-se que a administração teve tempo suficiente para se preparar, dar algum retorno ao servidor ou pelo menos estar a par das necessidades do município. Mas preferiu atacar o movimento, tentando denegrir a imagem do Sindicato e do Servidor. Primeiro alegaram que o movimento não impactava reflexos na cidade, depois vieram com uma estratégia ilegal de contratação para os desfalques de greve, mas aí veio o decreto de situação de emergência no município, com um documento mentiroso alegando que o Sindicato não mantém as escalas mínimas de revezamento para garantir, durante a greve, os serviços de urgência e emergência.

    Em relação a essas escalas, na UPA e HMEM, o Sintserpi tem trabalhado para garantir o funcionamento em todos os dias, inclusive protocolou no dia 25/02/19, às 17h11, as escalas negociadas. Os trabalhadores destes setores denunciam que ficam à própria sorte quando servidor não está em greve, a situação do mínimo de funcionários para atender a população é muito menor em outros momentos. 

    Já é sabido que o Sindicato fez denúncia ao Ministério Público, Câmara de Vereadores e ao Conselho Municipal de Saúde dando conta da realidade vivida pelos profissionais e do risco à população. Já ocorreram audiências públicas em razão da falta de plano estratégico para a situação da falta de profissionais e superlotação de pacientes, porém até agora não houve informação sobre solução para este problema. Vamos refletir: os serviços essenciais à população só devem receber atenção do poder público em momentos de deflagração de greve, quando o servidor está lutando por direitos trabalhistas?

    Está muito difícil para o servidor acreditar na atual administração. No dia 26/02/19 o Sindicato, juntamente com o comando de greve e o jurídico do Sintserpi se reuniu com o secretariado da prefeitura para negociar o fim da greve. Na ocasião, lavrada em ata, a pauta de reivindicação não foi discutida e a única oferta apresentada foi de se iniciar a discussão dos 36 itens da pauta no dia 12/03/19. No mais, os mediadores, Carlos Lima (Secretário de Governo), Regis Carlos (Secretário para Assuntos Extraordinários) e Bruna Rocha (Secretária de Administração) se limitaram a prestar informações quanto ao processo de aquisição de EPI’s, uniformes e adequação ao ponto eletrônico e CIPA.

    Para a surpresa do Sindicato, hoje, 01/03/19, a Diretoria se depara com uma notícia no Plox publicando que, na reunião do dia 26, a administração municipal se prontificou a atender todos os itens listados na pauta sindical, com exceção daqueles que envolviam impacto financeiro.

    A Diretoria do Sintserpi admite estar perplexa com as manobras adotadas para criminalizar o movimento, que é legítimo, na tentativa de colocar a população contra os trabalhadores, que aguardam há mais de dois anos o início da negociação dos seus direitos, como se direito pudesse ser negociado. “Esta é uma greve que luta para garantir direitos, não por benefícios”, afirma Marcione Menezes, presidente do Sindicato.“ Que a administração pública respeite quem realmente presta algum serviço público à população de Ipatinga e região: o Servidor”, conclui.

    Conforme as informações errôneas publicadas no jornal local, se todos os itens da pauta já foram atendidos, resta agora uma reunião para definir a negociação financeira. Aguardamos, ainda mais conscientes e fortes em nosso movimento!
    SINTSERPI: BASE UNIDA, SINDICATO FORTE!

     

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