Jovem vítima de assédio em boate de BH reconhece agressor com ajuda de detetive particular
O advogado da vítima explicou que, depois de analisarem as imagens e coletarem dados, eles se reuniram com Adriane para identificar o suspeito. Posteriormente, encaminharam todas as informações para a polícia
Por Plox
01/03/2023 09h50 - Atualizado há mais de 2 anos
A jovem Adriane de Mendonça afirma que reconheceu o suspeito de ter a assediado durante uma festa de carnaval na boate Clube Chalezinho, localizada no Bairro Estoril, Região Oeste de Belo Horizonte. Ela contou com a ajuda de um detetive particular para identificar o possível agressor homem. A Polícia Civil segue com as investigações.

O advogado André Ferreira de Oliveira explicou que, depois de analisarem as imagens e coletarem dados, eles se reuniram com Adriane para identificar o suspeito. Posteriormente, encaminharam todas as informações para a polícia.
"Inicialmente com a analise que fizemos das imagens e, após a investigação, buscando quem seria o suspeito, sentamos com a Adriane, com as imagens e dados que recolhemos. Depois, encaminhamos toda nossa parte e enviamos ao investigador da polícia", afirmou o advogado.
Em nota, o Clube Chalezinho afirmou que tem uma campanha contra o assédio desde 2019, com cartazes espalhados por toda a casa, e que sua equipe é treinada para oferecer acolhimento às vítimas e direcionar os casos à polícia. Os responsáveis pela boate informaram que já enviaram as informações solicitadas pela Justiça e se colocaram à disposição para colaborar com as autoridades em tudo o que for necessário para a investigação do caso.
"Desde 2019, temos uma campanha ostensiva contra essa prática (assédio), com cartazes espalhados por toda a casa buscando a conscientização dos clientes. A equipe é treinada para dar acolhimento total às vítimas de assédio e direcionar os casos à polícia para registro", diz a nota.
Entenda o caso
A jovem contou que estava na fila da chapelaria para pegar sua bolsa, quando o homem se aproximou e a “encoxou” por trás, sugerindo que ela era uma profissional do sexo e pedindo seu telefone. A vítima afirmou ter ficado nervosa e reagido dando um tapa no rosto do homem, mas ele não cedeu e começou a agredi-la fisicamente.
A empresária alega não ter recebido apoio da equipe do Clube do Chalezinho e acusa o estabelecimento de dificultar o acesso às imagens do incidente. Ela diz ter precisado ameaçar chamar a polícia para conseguir ver o vídeo. Segundo Adriane, as imagens mostram que ela não teve assistência por parte dos funcionários da casa de show, e que foi sua amiga quem a defendeu.