Bolsonaro elogia decisão de Nikolas de não disputar governo de Minas em 2026

Deputado afirmou em agenda em Contagem ter tomado uma decisão “humilde”, disse que comunicou o ex-presidente e voltou a sinalizar que não deve concorrer ao Palácio Tiradentes; no PL, cenário segue tratado como em aberto

01/03/2026 às 11:08 por Redação Plox

Jair Bolsonaro (PL) elogiou a decisão do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre seu caminho eleitoral em 2026, em um momento em que o parlamentar indica que não pretende disputar o governo de Minas Gerais. A movimentação, revelada em declarações públicas do deputado e em relatos de bastidores, reabre a disputa na direita mineira e pressiona o PL a acelerar a escolha de um nome competitivo para o Palácio Tiradentes.

Ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira em ato na Avenida Paulista

Ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira em ato na Avenida Paulista

Foto: Reprodução/YouTube/SilasMalafaia


Nikolas fala em decisão “humilde” e descarta governo de MG

Em agenda pública em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Nikolas afirmou ter tomado uma decisão que classificou como “humilde” sobre seu futuro político e disse ter comunicado a escolha a Jair Bolsonaro, que teria aprovado a estratégia. Questionado sobre o significado da fala, o deputado sinalizou que o movimento passa por não concorrer ao governo de Minas em 2026, ressaltando que “pensou como seu inimigo” ao avaliar o cenário.

Em fevereiro de 2026, o parlamentar foi ainda mais direto ao tratar do tema com a imprensa, ao afirmar que não será candidato ao governo mineiro e que essa possibilidade está descartada. Ele apontou que uma disputa dessa dimensão exigiria base política consolidada e estrutura de apoio robusta no estado.

Bolsonaro aprova recuo e PL busca novo nome em Minas

Até o momento, as informações disponíveis sobre a conversa entre os dois se restringem às falas públicas de Nikolas e a relatos jornalísticos. Não há, nas fontes citadas, nota formal do PL nacional ou de Bolsonaro detalhando o teor do elogio, mas o ponto central está estabelecido: Nikolas declarou ter descartado a candidatura ao governo de Minas e afirmou que Bolsonaro foi informado e aprovou a decisão.

No plano partidário, a cúpula do PL já vinha tratando o cenário como em aberto. O presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, havia indicado em 2025 que Nikolas ainda definiria se seria candidato e que, caso o deputado optasse por outro caminho, o senador Cleitinho poderia ganhar força como alternativa do grupo ao governo mineiro.

Reorganização da direita mineira e efeitos no PL

Para o eleitorado mineiro, a sinalização de Nikolas fora da disputa tende a reduzir a chance de uma candidatura “puxadora” diretamente associada ao bolsonarismo no governo estadual. Isso abre espaço para a reorganização do campo da direita em torno de outros nomes, como o de Cleitinho, e de novas negociações com aliados locais.

Dentro do PL em Minas Gerais, a decisão do deputado aumenta a pressão por uma definição antecipada da estratégia para 2026. Sem Nikolas na corrida ao Executivo, o partido precisa recalibrar o cálculo sobre palanque, composição de chapa e disputa ao Senado.

Para o próprio Nikolas, ao descartar o governo, o caminho tende a permanecer no Legislativo, com possibilidade de reeleição ou outro posto na disputa proporcional. A escolha diminui o risco de assumir um Executivo estadual em cenário fiscal e de governabilidade considerado complexo, argumento que tem aparecido em suas declarações registradas pela imprensa.

Próximos passos na disputa em 2026

Um dos pontos aguardados é a confirmação pública e formal do plano eleitoral de Nikolas. Embora ele já tenha dito que descartou a candidatura ao governo, ainda falta definir e anunciar qual será seu papel em 2026, seja na tentativa de reeleição, em eventual disputa ao Senado ou em outra função dentro da campanha nacional.

Paralelamente, a direita e o PL em Minas precisam fechar o nome que irá liderar a chapa ao governo, com expectativa de encontrar um candidato capaz de unificar o campo conservador e dialogar com alianças estaduais. A montagem das chapas de governo e Senado deve se intensificar ao longo de 2026, conforme avancem as tratativas internas e os acordos regionais.

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