MPSC cobra novas diligências e diz que 'o Brasil quer justiça' no caso do cão Orelha

Ministério Público de Santa Catarina aponta lacunas e inconsistências em relatórios da Polícia Civil e anuncia apurações complementares sobre a morte do cão comunitário na Praia Brava, em Florianópolis

01/03/2026 às 13:26 por Redação Plox

A apuração sobre a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, entrou em nova etapa após o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apontar lacunas e inconsistências nos relatórios enviados pela Polícia Civil e anunciar que vai requisitar diligências complementares. A comoção em torno do caso, somada à mobilização por responsabilização, reforça o clima de cobrança por respostas e ajuda a explicar a força de mensagens como “MPSC, o Brasil quer justiça” associadas ao episódio.

A morte do cão Orelha tem gerado protestos em todo o Brasil

A morte do cão Orelha tem gerado protestos em todo o Brasil

Foto: Redes Sociais


MPSC vê pontos em aberto na reconstrução dos fatos

De acordo com o MPSC, promotorias que atuam no caso identificaram, em análise preliminar, elementos que precisam ser melhor esclarecidos para tornar mais precisa a reconstrução do que ocorreu na Praia Brava. Entre os focos de atuação está a apuração sobre possível participação de adolescentes em condutas análogas a maus-tratos contra animais.

Paralelamente, a Polícia Civil de Santa Catarina registra oficialmente ter concluído uma etapa de investigação sobre a morte de Orelha e maus-tratos envolvendo outro cão, Caramelo, com pedido de internação de um adolescente no âmbito do procedimento.

Diligências complementares e versões oficiais

Em publicação oficial, o MPSC informou que pretende requisitar diligências complementares “nos próximos dias”, apontando a necessidade de “mais esclarecimentos e maior precisão” na apuração, após identificar lacunas e inconsistências nos materiais recebidos.

Em conteúdo republicado com base no Estadão Conteúdo, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, afirmou que a Polícia Civil teria seguido os trâmites legais e ressaltou que, a partir do material encaminhado, o Ministério Público pode adotar diferentes caminhos previstos em lei, como requisitar novas diligências, arquivar, conceder remissão ou propor a instauração de procedimento para apuração de ato infracional.

Pressão social e efeito na rotina da Praia Brava

Na Praia Brava, o caso mantém a pressão por respostas e impacta diretamente a rotina de moradores e comerciantes que cuidam de animais comunitários. A morte de Orelha se tornou símbolo local de demanda por proteção e fiscalização, alimentando debates sobre segurança, convivência com animais e responsabilidade do poder público.

Nesse contexto, a cobrança por responsabilização se conecta a um sentimento mais amplo de que o país acompanha o caso e espera uma resposta efetiva das instituições, consolidando o mote “MPSC, o Brasil quer justiça” como eixo simbólico das manifestações.

Reflexos na responsabilização e em políticas públicas

As diligências complementares tendem a estender os prazos da investigação, mas também podem tornar a prova mais sólida — ou revelar fragilidades — antes de qualquer medida judicial. Esse movimento é decisivo para definir se haverá responsabilização e em que termos.

Ao mesmo tempo, a repercussão do caso tem potencial para impulsionar discussões sobre proteção de animais comunitários e sobre a forma de tratar atos infracionais envolvendo crueldade contra animais, tema que costuma gerar forte reação social. A forma como o MPSC e a Polícia Civil vão conduzir essa etapa é acompanhada de perto por quem espera avanços em políticas públicas de bem-estar animal.

Próximos passos na investigação

A Polícia Civil deve responder às requisições do MPSC com a complementação de diligências e esclarecimentos, de acordo com o que for formalmente solicitado. A partir da análise desse novo conjunto de informações, o Ministério Público poderá definir o encaminhamento jurídico cabível, entre possibilidades como novas diligências, remissão, arquivamento ou provocação do Judiciário.

A apuração jornalística segue em andamento para detalhar quais diligências específicas foram requeridas, prazos e eventuais novas datas ou perícias oficialmente confirmadas, além do que já foi divulgado por MPSC e Polícia Civil. Enquanto isso, permanece a expectativa de que o desfecho do caso responda à demanda sintetizada no apelo que se espalhou nas redes e nas ruas: MPSC, o Brasil quer justiça.

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