Nikolas ataca STF e ameaça impeachment de mais de um ministro
Deputado do PL cobra que o Senado avance com pedidos contra ministros da Corte, cita Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e critica Davi Alcolumbre por não pautar requerimentos já protocolados
01/03/2026 às 22:29por Redação Plox
01/03/2026 às 22:29
— por Redação Plox
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a elevar o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) ao defender a abertura de processos de impeachment contra ministros da Corte e criticar a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Para o parlamentar, cabe a Alcolumbre a decisão de não dar andamento aos pedidos já protocolados, em meio a uma ofensiva da oposição que tenta usar o impeachment como instrumento de resposta política a decisões do Judiciário.
Em ameaça a Moraes, Nikolas afirmou que o ministro deveria se colocar no seu lugar de juiz caso queira permanecer no STF
Foto: Reprodução/Youtube @SilasMalafaiaOficia
Nikolas mira STF e aumenta pressão sobre Alcolumbre
Em declaração registrada pelo Poder360, Nikolas afirmou que Alcolumbre “se ajoelha” para o STF e retomou o caso do ministro Alexandre de Moraes, citando a tentativa da oposição de reunir assinaturas para um pedido de impeachment. Na mesma fala, o deputado ampliou o alvo e mencionou também a possibilidade de impeachment do ministro Dias Toffoli, ao dizer que “já passou da hora” de o Senado abrir um processo contra ele.
No centro da disputa está o papel do Senado, responsável pela análise de eventuais crimes de responsabilidade de ministros do STF. A cobrança recai sobre a presidência da Casa, que tem o poder de dar andamento ou manter parados os pedidos apresentados.
Senado mantém pedidos de impeachment acumulados
Em nota institucional divulgada pela Agência Senado, o presidente da Casa afirmou, em dezembro de 2025, que convocaria uma reunião com lideranças para discutir um “novo marco legal” para crimes de responsabilidade. Na ocasião, defendeu as prerrogativas do Legislativo, destacou o “respeito institucional” ao STF e cobrou reciprocidade entre os Poderes.
O acúmulo de representações contra ministros do Supremo já é tratado como dado consolidado no cenário político. Em maio de 2025, a CNN Brasil informou que o Senado somava 55 pedidos de impeachment de integrantes do STF pendentes de análise, incluindo uma iniciativa atribuída a Nikolas contra o ministro Flávio Dino.
Efeitos políticos imediatos e disputa institucional
No curto prazo, o impacto é essencialmente político: as declarações de Nikolas ampliam a pressão pública sobre a presidência do Senado, que controla o ritmo — ou a ausência dele — da tramitação de pedidos de impeachment.
Para o Congresso, a pauta tende a ser usada como bandeira de mobilização da oposição e argumento para mudanças no rito e nas regras de responsabilização de autoridades. Já em relação ao STF, o discurso reforça o ambiente de confronto institucional, ainda que a abertura efetiva de processos dependa de decisão interna do Senado e de maioria política suficiente para levar adiante a ofensiva.
Estratégia da oposição e próximos movimentos
A tendência é que a oposição mantenha a estratégia de intensificar as cobranças sobre Alcolumbre para que os pedidos de impeachment sejam analisados e, paralelamente, tente avançar propostas legislativas que alterem o rito desses processos e o alcance de decisões do Judiciário sobre o tema.
Do lado institucional, o Senado pode retomar discussões sobre um marco legal para crimes de responsabilidade e sobre limites para decisões monocráticas, conforme já foi sinalizado em comunicações oficiais anteriores.
A ofensiva de Nikolas, ao atacar o STF e defender o impeachment de mais de um ministro, consolida essa agenda como eixo central da disputa entre parte da oposição e o Judiciário, com o comando do Senado colocado no centro da pressão.