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    Dez ministros deixam governo Bolsonaro para concorrer às eleições

    Os decretos com as exonerações foram publicados no Diário Oficial da União (DOU)

    Por Plox

    01/04/2022 22h05 - Atualizado há cerca de 2 meses

    Para concorrer às eleições neste ano, 10 ministros do governo Bolsonaro deixaram os seus cargos nesta semana, tendo em vista que são 23 ministérios, as mudanças impactam quase metade das pastas, provocando uma grande reforma ministerial. A lei determina que eles deixem suas funções até seis meses antes do pleito, isto é, até este sábado (2).

    Os decretos com as exonerações foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (31). Os novos integrantes do governo tomaram posse em Solenidade de Posse e Despedida de Ministros de Estado que teve 2 horas de duração, devido aos discursos dos até então ministros, no Palácio do Planalto em Brasília (DF).

     

    O provável candidato à vice-presidência, Walter Braga Neto, dentre os ministros exonerados, foi o único que foi nomeado para um outro cargo dentro do governo, ele deixa o Ministério da Defesa para se tornar assessor-especial do gabinete presidente da República, tendo em vista que ocupantes de cargos de assessoria podem concorrer às eleições.

    Os ministros que deixaram os cargos foram:
    Damares Alves, ministra do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos;
    Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura;
    Onyx Lorenzoni, ministro do Trabalho e Previdência;
    Marcos Pontes, ministro da Ciência e Tecnologia;
    Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional;
    Tereza Cristina, ministra da Agricultura;
    Flávia Arruda, ministra da Secretaria de Governo;
    João Roma, ministro da Cidadania;
    Gilson Machado, ministro do Turismo
    Walter Braga Netto, ministro da Defesa

     

    Confira os substitutos:
    Cristiane Britto no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos;
    Marcelo Sampaio no Ministério da Infraestrutura;
    José Carlos Oliveira no Ministério de Trabalho e Previdência;
    Paulo César Rezende de Carvalho Alvim no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações;
    Daniel de Oliveira Duarte Ferreira no Ministério do Desenvolvimento Regional;
    Marcos Montes Cordeiro no Ministério da Agricultura;
    Célio Faria Júnior na Secretaria de Governo;
    Ronaldo Bento no Ministério da Cidadania;
    Carlos Brito no Ministério do Turismo;
    Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira no Ministério da Defesa

     

    O presidente Jair Bolsonaro usou um tom eleitoral em seu discurso, onde atacou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dizendo que se não tem ideias, deveriam calar a boca e botar a toga; no caso se referindo às vestimentas usadas pelo judiciário. Ele disse "E nós aqui temos tudo para sermos uma grande nação. Temos tudo, o que falta? Que alguns poucos não nos atrapalhem. Se não tem ideias, cala a boca. Bota a tua toga e fica aí. Não vem encher o saco dos outros". O chefe do executivo ainda citou no discurso "inimigos que habitam a região dos Três Poderes”.

    Em visita ao Rio Grande do Norte, na quarta-feira (30), Bolsonaro disse: "O povo armado jamais será escravizado. E podem ter certeza, por ocasião de 2022, os votos serão contados no Brasil.”
     

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