Dez mentiras de Lula e aliados são relembradas neste 1° de abril
Declarações controversas do presidente e de membros do governo ganham destaque em data marcada pelo simbolismo da mentira
Por Plox
01/04/2025 12h43 - Atualizado há 5 meses
Neste 1° de abril, conhecido como o Dia da Mentira, diversas declarações controversas atribuídas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a membros de seu governo voltaram a circular. A data foi escolhida como pretexto para relembrar episódios em que o petista e seus aliados se envolveram em polêmicas por distorcerem ou divulgarem informações inverídicas.

Uma das falas mais recentes ocorreu durante a abertura da Cúpula de Líderes do G20, em novembro de 2024. Na ocasião, Lula afirmou ter retirado mais de 24,5 milhões de pessoas da extrema pobreza e dito que a fome havia sido praticamente erradicada. Entretanto, dados de agências ligadas à ONU apontavam que entre 2021 e 2023 havia cerca de 8,4 milhões de brasileiros passando fome, enquanto 39,7 milhões enfrentavam insegurança alimentar, sendo 14,3 milhões em estado severo.
Outro episódio marcante envolveu a primeira-dama Janja da Silva. Em julho de 2024, a jornalista Mônica Bergamo revelou, por meio de prints de conversas com a assessoria da Presidência, que uma reforma no terceiro andar do Palácio do Planalto estava em andamento para ampliar o espaço da primeira-dama, mesmo após a assessoria ter negado a informação.
Ainda em 2024, a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) divulgou nota alegando que o governo não havia recusado ajuda do Uruguai após as enchentes no Rio Grande do Sul. A versão, no entanto, foi desmentida: embora um helicóptero uruguaio tenha sido aceito, outras ofertas do país vizinho foram rejeitadas.
No campo da educação, Lula afirmou em novembro de 2023 que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) havia ocorrido sem qualquer contratempo. Contudo, naquele ano, houve investigação da Polícia Federal sobre o vazamento de imagens da prova, fato confirmado pelo próprio Inep.
Já o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Gonçalves Dias, admitiu à Polícia Federal, em abril de 2023, pelo menos 11 informações falsas durante seu depoimento sobre os eventos de 8 de janeiro. Entre as declarações, ele negou ter conhecimento prévio das manifestações, apesar de ter enviado à Abin conteúdos que comprovavam o contrário.
Em outro discurso, realizado em Angola em agosto de 2023, Lula afirmou que as “pedaladas fiscais” que levaram ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff nunca existiram. A alegação contrasta com auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), que atestou a prática em 2016.
O presidente também responsabilizou Jair Bolsonaro por calotes de Cuba e Venezuela ao BNDES, mas os registros mostram que as dívidas desses países já estavam em aberto desde o governo de Michel Temer, em 2018.
Durante um debate presidencial em 2022, Lula declarou que o governo anterior contava microempreendedores individuais (MEIs) como empregos formais, o que foi desmentido pelo Caged, que considera apenas empregos com carteira assinada.
Na mesma campanha, o petista alegou ter criado uma lei específica sobre liberdade religiosa, o que não procede. A legislação mencionada não trata diretamente sobre o tema e tampouco foi iniciativa de seu governo.
Por fim, Lula também afirmou, em evento em São Paulo, que o salário mínimo não aumentava há cinco anos. No entanto, houve sim reajustes durante o governo de Jair Bolsonaro, incluindo um aumento real em 2020.
Neste 1° de abril, essas declarações retornam ao debate público como forma de evidenciar episódios que marcaram a gestão e o discurso do atual presidente e de seus aliados políticos.