Emboscada: seis palmeirenses são presos por ataque que matou cruzeirense
Operação Agguato 2 cumpre mandados contra integrantes da Mancha Alviverde por emboscada em Mairiporã; 1 torcedor morreu e 15 ficaram feridos
Por Plox
01/04/2025 16h22 - Atualizado há 5 meses
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (1º), seis integrantes da torcida organizada Mancha Alviverde, do Palmeiras, investigados por envolvimento direto em uma emboscada contra membros da Máfia Azul, torcida do Cruzeiro. O ataque ocorreu em 27 de outubro de 2024, na Rodovia Fernão Dias, na altura de Mairiporã, e resultou na morte de um torcedor cruzeirense e ferimentos em outros 15.
A operação, batizada de "Agguato 2" — termo italiano para "emboscada" — foi deflagrada pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com a mobilização de mais de 60 agentes e 20 viaturas. Ao todo, foram expedidos 10 mandados de prisão, sendo nove temporárias e uma preventiva. Até o momento, quatro suspeitos seguem foragidos.
Os seis presos foram identificados como: Thiago Amorim de Melo, Mauricio Hernesto Hildebrando da Silva, Júlio César Ferreira Souza, Luciano Sérgio Tancredi, Éder da Silva Pongelupe e Rogério Ribeiro de Andrade. Permanecem procurados: Neilo Ferreira e Silva, Alexandre Santos Medeiros, Cesar Augusto Pinheiro Melo e Renato Mendes da Silva.

O grupo é acusado de ter organizado e executado a emboscada motivada por vingança, segundo o Ministério Público, em resposta a uma briga ocorrida em 2022, quando palmeirenses foram agredidos em Minas Gerais. Durante o ataque, os torcedores da Mancha usaram pedaços de pau, pedras, barras de ferro e rojões. Ônibus da torcida rival foram depredados e incendiados, com imagens da ação sendo registradas e divulgadas pelos próprios envolvidos nas redes sociais.
Além das prisões, a Justiça expediu 12 mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos nas residências dos investigados. Ao todo, 26 palmeirenses estão sendo investigados por homicídio, tentativa de homicídio e incêndio. Até dezembro de 2024, 20 deles já haviam sido tornados réus, com 16 presos e quatro foragidos.
A Promotoria, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), também pediu que os envolvidos paguem R$ 10 milhões por danos morais e materiais às vítimas, à família do torcedor morto, José Victor Miranda, e à Prefeitura de Mairiporã. A decisão da Justiça sobre esse pedido ainda não foi divulgada.
A investigação também apura o possível envolvimento de um integrante de torcida organizada ligada ao Vasco da Gama, que mantém relação de amizade com a Mancha Alviverde. O caso segue sob apuração.