Mateus Simões contrata marqueteiro e mira Palácio Tiradentes em 2026

Vice-governador de Minas articula campanha com profissional ligado a Kalil e se distancia da comunicação adotada por Romeu Zema

Por Plox

01/04/2025 08h57 - Atualizado há 5 meses

De olho na corrida eleitoral de 2026, o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), iniciou movimentos estratégicos para viabilizar sua candidatura ao Palácio Tiradentes. A mais recente iniciativa foi a contratação do marqueteiro Alberto Lage, que já atuou em campanhas de nomes como Gabriel Azevedo (MDB), ex-candidato à Prefeitura de Belo Horizonte.


Imagem Foto: IMPRENSA


O nome de Lage é visto como um trunfo após seu desempenho em 2024, quando ajudou Azevedo a superar expectativas e atingir mais de 10% dos votos, partindo de uma projeção modesta. Com essa escolha, Simões sinaliza uma comunicação mais institucional e voltada à gestão, em contraste com o tom adotado pelo governador Romeu Zema, que contratou o publicitário Renato Pereira, conhecido por atuar com figuras como Sérgio Cabral (MDB) e Aécio Neves (PSDB).



Apesar de compartilharem afinidades ideológicas, Zema e Simões adotam posturas distintas nas redes sociais e na relação com o governo federal. Enquanto o governador tem feito críticas públicas ao presidente Lula e se aproximado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Simões tem optado por um discurso mais técnico e republicano, destacando conquistas administrativas e mantendo cordialidade com ministros do governo federal, como foi o caso durante o evento da BR-262, em Uberaba.



Internamente, Simões tem se mostrado cada vez mais presente nas agendas públicas do governo estadual e nas decisões estratégicas. Recentemente, alterou seu perfil nas redes sociais, retirando o título de “professor” e reforçando sua imagem institucional. Também tem se envolvido em áreas como segurança pública, determinando ações contra o crime organizado.


O vice-governador declarou estar preparado para a sucessão, ressaltando que seu foco principal é garantir a continuidade dos avanços da atual gestão. Caso Zema decida se afastar do cargo para disputar a Presidência em 2026, como se especula, Simões deve assumir o governo e, assim, aumentar sua visibilidade no cenário político.


Com apoio explícito de Zema, o vice deve alinhar sua candidatura com o discurso de continuidade administrativa, mantendo distância das polarizações ideológicas que marcam a política nacional. “O mais importante é garantir que o bom trabalho continue acontecendo. Meu nome estará à disposição quando for o momento”, afirmou Simões.


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