Mulher entra em hospital para dar à luz gêmeos e sai com apenas um bebê no Rio

Paciente afirma ter feito exames que indicavam gravidez de gêmeos; hospital alega que havia apenas um feto e caso é investigado pela polícia

Por Plox

01/04/2025 13h57 - Atualizado há 5 meses

O que deveria ser um momento de alegria e realização para Kathelen Tavares, de 27 anos, se transformou em um enigma que mobiliza a Polícia Civil do Rio de Janeiro. A jovem, que deu entrada no Hospital Municipal Mariska Ribeiro, em Bangu, zona oeste da capital fluminense, esperava dar à luz gêmeos, mas deixou a maternidade com apenas um recém-nascido nos braços.


Imagem Foto: Reprodução


Segundo familiares, Kathelen havia realizado exames em dezembro em uma clínica no bairro de Realengo, também na zona oeste do Rio, que identificaram dois fetos com batimentos cardíacos distintos e diferenças no tamanho dos fêmures. Ao longo do pré-natal, os exames teriam sido realizados em diferentes locais e médicos teriam confirmado a gestação gemelar. Julie, prima da paciente, reforça: “Toda consulta ela ouvia os batimentos das duas bebês, sabia o sexo, a posição. Uma estava em cima e outra embaixo”.



O parto, inicialmente agendado para o sábado (29), foi antecipado devido à ruptura da bolsa na sexta-feira (28). Sozinha, sem familiares por perto, Kathelen foi encaminhada à sala de cirurgia. Ainda sob efeito da anestesia, relata que ouviu de uma das médicas: “Não tô achando mais nada aqui. Não tem nenhuma bebê aqui dentro. É só essa”. A ausência de laudos médicos explicativos ou qualquer documento que justificasse o desaparecimento do segundo bebê aumentou a suspeita da família.



No registro de parto, consta como procedimento gemelar cesariana, o que reforça as dúvidas levantadas pelos parentes da jovem. A 34ª Delegacia de Polícia, localizada em Bangu, já intimou o diretor do hospital para prestar depoimento, e Kathelen também será ouvida no inquérito.


Por meio de nota oficial, o Hospital da Mulher Mariska Ribeiro afirmou que, durante a cesariana, foi confirmada a existência de apenas um feto, com uma única placenta e um cordão umbilical. A instituição acrescentou que, nas consultas realizadas no local, a paciente teria sido orientada de que os dois batimentos poderiam corresponder ao mesmo feto, captados em diferentes pontos do abdômen.


A direção ainda declarou que não houve nenhuma complicação durante o parto e que, após o nascimento, uma investigação interna confirmou a inexistência de vestígios de um segundo bebê. O hospital garante que Kathelen foi acompanhada por toda a equipe médica e obstétrica durante a internação e segue à disposição para prestar esclarecimentos adicionais.


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