Dólar abre em queda com sinais de desescalada no Oriente Médio e alívio no petróleo

Moeda recua na manhã desta quarta (1º) após ter fechado em baixa na véspera, em meio a maior apetite ao risco no exterior; mercado também acompanha possíveis efeitos sobre combustíveis e inflação e aguarda indicadores dos EUA

01/04/2026 às 09:10 por Redação Plox

O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (1º) em queda no mercado brasileiro, em meio a um cenário de maior apetite ao risco no exterior. O movimento ocorre diante de sinais de possível redução das tensões no conflito no Oriente Médio, fator que também tem pressionado as cotações do petróleo. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começa a ser negociado a partir das 10h.


Dólar, moeda norte-americana

Dólar, moeda norte-americana

Foto: Free Pik


Alívio geopolítico reduz busca por proteção e favorece emergentes

No pregão anterior, o dólar à vista fechou em baixa, em um movimento associado à leitura de que pode haver desescalada do conflito. Esse tipo de percepção tende a favorecer moedas de países emergentes e a reduzir a busca por proteção na moeda americana.

Segundo o InfoMoney, a divisa encerrou a terça-feira (31) em queda de 1,28%, a R$ 5,1791.

Petróleo reage a expectativas sobre riscos de oferta e rotas estratégicas

A percepção de alívio no cenário geopolítico também vinha influenciando o comportamento de ativos ligados a commodities, como o petróleo, que costuma reagir rapidamente a mudanças de expectativa sobre riscos de oferta e sobre rotas estratégicas.

Efeitos no Brasil: combustíveis, inflação e custos internos no radar

No Brasil, o mercado acompanha os efeitos do cenário externo sobre preços de combustíveis e inflação, já que oscilações do petróleo e do câmbio podem afetar custos internos.

Em março, a Agência Brasil registrou sessões recentes em que o real se valorizou e a bolsa subiu em meio à melhora do humor global, com o dólar encerrando um desses pregões a R$ 5,22 e o Ibovespa avançando 1,6%.

Indicadores dos EUA também influenciam o comportamento do câmbio

Ao longo do dia, investidores ainda monitoram a agenda de indicadores nos Estados Unidos, que costuma influenciar o comportamento do dólar globalmente e, por consequência, o câmbio no Brasil.

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