PF investiga se professora da Unicamp e marido tentaram vender vírus desviados de laboratório NB-3

Soledad Palameta Miller e Michael Edward Miller são suspeitos de retirar amostras sem autorização e levar o material para outros pontos do campus; material foi localizado dentro da universidade e apuração corre sob sigilo

01/04/2026 às 06:44 por Redação Plox

A Polícia Federal (PF) investiga se a professora doutora Soledad Palameta Miller e o marido dela, o veterinário e doutorando Michael Edward Miller, suspeitos de desviar amostras de vírus de um laboratório NB-3 da Unicamp, tentaram comercializar o material biológico. A apuração segue sob sigilo, e as amostras foram recuperadas dentro da própria universidade, segundo informações divulgadas por autoridades e pela instituição.


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Foto: Arquivo pessoal


PF apura desvio de amostras em laboratório de alta contenção da Unicamp

O caso envolve o desaparecimento de amostras do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia (IB) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma estrutura classificada como NB-3 — o mais alto nível de contenção laboratorial disponível no Brasil para agentes infecciosos.

A PF apura a suspeita de que o material tenha sido retirado sem autorização e transportado para outros pontos dentro do campus. O inquérito tenta esclarecer a dinâmica do desvio, a motivação e a possibilidade de participação de outras pessoas.

Soledad foi presa em flagrante e liberada no dia seguinte, segundo a Agência Brasil

De acordo com a Agência Brasil, Soledad Palameta Miller, docente da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), foi presa em flagrante em 23 de março e liberada no dia seguinte. A PF aponta que ela teria contado com a ajuda do marido, Michael Edward Miller, que é doutorando na universidade.

Anvisa participou das buscas a pedido da PF

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que, a pedido da Polícia Federal, integrou a ação de busca pelas amostras retiradas do laboratório da Unicamp na semana anterior à publicação do comunicado do órgão.

Material foi localizado dentro do campus e investigação segue sob sigilo

Até o momento, as autoridades informaram que o material foi localizado dentro da Unicamp, sem indicação de contaminação externa. A apuração criminal continua sob sigilo enquanto a PF investiga, entre outros pontos, a hipótese de tentativa de venda das amostras desviadas.

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