Moraes marca interrogatório de Eduardo Bolsonaro em ação por coação no curso do processo
Audiência por videoconferência foi agendada para 14 de abril; defesa ficará com a DPU após ex-deputado não indicar advogado particular
01/04/2026 às 17:01por Redação Plox
01/04/2026 às 17:01
— por Redação Plox
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o dia 14 de abril o interrogatório do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na ação penal que apura a acusação de coação no curso do processo. A audiência deve ocorrer por videoconferência.
Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro — filho do ex-presidente Jair Bolsonaro — está nos Estados Unidos e perdeu o mandato parlamentar após ausência em sessões da Câmara dos Deputados.
STF marca julgamento de Eduardo Bolsonaro para 14 de abril.
Foto: Lula Marques / Agência Brasil
Interrogatório será por videoconferência e presença é facultativa
De acordo com a decisão, o interrogatório será realizado de forma remota, e o ex-deputado não é obrigado a participar da audiência.
Antes de marcar o depoimento, Moraes determinou a notificação de Eduardo por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular. Diante disso, o ministro autorizou que a defesa seja feita pela Defensoria Pública da União (DPU).
Interrogatório será por video conferência.
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
STF aceitou denúncia da PGR no inquérito
Em novembro do ano passado, por unanimidade, o STF aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, além da suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte.
Câmara cassou mandato após faltas em sessões deliberativas
No final de 2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu cassar o mandato de Eduardo Bolsonaro. A medida foi adotada após o então parlamentar deixar de comparecer a um terço do total de sessões deliberativas, conforme prevê a Constituição.
Em 2025, ele faltou a 56 das 71 sessões realizadas, o equivalente a 79% do total.