Vamos ter que colocar alguém na cadeia, diz presidente Lula sobre alta do diesel

Presidente afirma que governo federal e estados acompanham preços, cita participação da PF e Procons e lembra que zerou PIS/Cofins para reduzir R$ 0,32 por litro

01/04/2026 às 12:29 por Redação Plox
Presidente afirmou que o aumento de preço se deve pelo conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã.

Presidente afirmou que o aumento de preço se deve pelo conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã.

Foto: Reprodução / Agência Brasil.

Fiscalização mira alta do diesel

Em entrevista ao Grupo Cidade de Comunicação, no Ceará, Lula citou medidas adotadas por sua gestão para tentar conter o preço do combustível, como a decisão de zerar as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre o diesel. Na prática, segundo ele, a medida elimina os dois impostos federais atualmente cobrados sobre o produto e representa uma redução de R$ 0,32 por litro.

O que acontece é que como tem gente mal caráter nesse país, tem gente que mesmo recebendo para não aumentar, está aumentando. Nós estamos com a Polícia Federal, todos os Procons dos estados, tudo fiscalizando, porque nós vamos ter que colocar alguém na cadeia

Luiz Inácio Lula da Silva

Lula cita conflito e diz que governo não aceitará repasse

O presidente também atribuiu a alta do diesel ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Ele afirmou que o governo brasileiro não permitirá que a guerra tenha impacto direto no preço de produtos no país, ao mencionar os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e de Israel, Benjamin Netanyahu.

Críticas à política de Bolsonaro e avaliação do conflito no Irã

Lula voltou a classificar o conflito no Irã como “desnecessário” e disse que as medidas adotadas para conter o preço dos combustíveis, em seu governo, “não têm nada a ver” com as tomadas durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidente ainda mencionou um acordo para que o Irã enriquecesse urânio “nos mesmos métodos do Brasil” e afirmou que Estados Unidos e União Europeia não aceitaram, dizendo que, na avaliação dele, a situação não precisava ter terminado em guerra.

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