Mateus Simões rebate oposição e ironiza críticas a agenda de viagens pelo interior de Minas
Governador afirma que já tinha rotina fora de BH como vice de Zema e diz ter compromisso de passar 100 dias no interior; oposição vê estratégia como ensaio de campanha
01/04/2026 às 08:37por Redação Plox
01/04/2026 às 08:37
— por Redação Plox
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O governador Mateus Simões (PSD) subiu o tom ao responder às críticas da oposição sobre a agenda intensa de viagens pelo interior de Minas Gerais desde que assumiu o cargo, em 22 de março. Adversários o acusam de antecipar a campanha eleitoral, mas ele reagiu com ironia e afirmou que as reclamações partem de quem “não está acostumado a trabalhar”.
Governador Mateus Simões (PSD) responde as críticas por excesso de viagens
Foto: Karoline Barreto / Imprensa MG
Ao comentar as críticas feitas por deputados de oposição, Simões afirmou: “Eles trabalham pouco, então não têm o hábito de serviço”, disse.
Governador diz que rotina fora da capital já era comum
Simões sustentou que compromissos fora de Belo Horizonte já faziam parte de sua atuação quando era vice-governador na gestão de Romeu Zema (Novo). “Se você ver o que o governador Zema e eu fazíamos juntos, nós passávamos pelo menos cinco dias fora da capital, o tempo todo”, afirmou.
Ele acrescentou que, com a mudança no comando do Executivo estadual, assumiu um compromisso de manter presença constante fora da capital. “Quando o governador Romeu Zema saiu, eu assumi o compromisso de ficar 100 dias fora de Belo Horizonte. Vim para este compromisso aqui (em BH) e estou voltando para o interior de novo”, ressaltou.
Simões cita peso do interior na população e na economia do estado
Na justificativa, o governador destacou o perfil populacional de Minas Gerais e argumentou que a presença recorrente no interior é uma necessidade administrativa e política. Segundo ele, a capital concentra 12% da população, enquanto a Região Metropolitana reúne 25%, o que, em sua avaliação, reforça que 75% dos mineiros vivem no interior.
Simões também afirmou que cerca de 80% da riqueza do estado está fora de Belo Horizonte.
Transferência simbólica da capital vira vitrine da gestão
Desde que assumiu, Simões tem apostado na transferência simbólica da capital para diferentes cidades, estratégia apresentada pelo governo como forma de aproximação com a população do interior. O giro começou por Uberlândia, no Triângulo Mineiro, passou por Ipatinga, no Vale do Aço, e chegou nesta terça-feira (31/3) a Ubá, na Zona da Mata, região recentemente afetada por fortes chuvas.
O movimento, porém, já entrou no radar da oposição, que vê na iniciativa um ensaio de campanha.