PF prende suspeito e faz buscas em operação sobre vazamento de dados fiscais de autoridades
Nova fase da Operação Exfil apura acesso ilegal a sistemas da Receita Federal e comercialização de declarações sigilosas, incluindo de ministros do STF
01/04/2026 às 17:38por Redação Plox
01/04/2026 às 17:38
— por Redação Plox
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Ação autorizada por Moraes investiga uso indevido de sistemas da Receita Federal
Foto: Antonio Augusto/STF
As medidas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes e estão sendo executadas nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Até a última atualização, os nomes dos alvos não haviam sido divulgados.
Investigação mira uso indevido de sistemas da Receita Federal
A apuração investiga um esquema de obtenção ilícita de declarações fiscais sigilosas por meio de acesso não autorizado aos sistemas da Receita Federal. Segundo a PF, informações protegidas por sigilo teriam sido repassadas mediante pagamento, em um suposto mecanismo de comercialização de dados.
Em 13 de março, Moraes já havia determinado a prisão preventiva do contador Washington Travassos de Azevedo, apontado pela Polícia Federal como um dos mandantes do esquema de acesso ilegal e venda de dados fiscais.
Grupo teria acessado declarações de ao menos 1.819 pessoas
De acordo com a investigação, o grupo teria obtido informações sigilosas de declarações de Imposto de Renda de ao menos 1.819 pessoas, incluindo parentes de ministros do STF e outras autoridades, com posterior comercialização dos dados. O caso envolve, segundo os investigadores, a circulação de material protegido por sigilo fiscal.
Operação Exfil entrou em nova etapa
A ofensiva desta quarta-feira integra uma nova fase da Operação Exfil, iniciada em fevereiro deste ano. Na primeira etapa, os investigadores relataram indícios de comercialização de documentos fiscais obtidos de forma criminosa, o que levou ao avanço das diligências.
A apuração se soma a outros inquéritos recentes sobre o uso indevido de informações sigilosas envolvendo autoridades públicas, tema que tem mobilizado o Supremo e órgãos de investigação diante de possíveis impactos institucionais e de segurança.
Procurado, o STF ainda não havia se manifestado sobre a decisão até a última atualização desta reportagem.