Ex-esposa registrou BO por perturbação contra tenente-coronel preso por morte de soldado em SP
Denúncia foi feita em 2010, em Taubaté, e cita descumprimento de visitas à filha e ligações fora de horário; oficial nega ter matado a atual esposa
01/04/2026 às 10:00por Redação Plox
01/04/2026 às 10:00
— por Redação Plox
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Uma dentista, hoje com 51 anos, procurou a Polícia Civil de Taubaté, no interior de São Paulo, para registrar um boletim de ocorrência por perturbação contra o ex-marido, então major da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Júnior. O registro foi feito na manhã de 18 de janeiro de 2010.
Dentista que teve filha com oficial da PM, atualmente preso sob suspeita de feminicídio, afirmou ter mudado de número telefônico 3 vezes.
Foto: Reprodução / TJM.
Atualmente com a patente de tenente-coronel, Geraldo está preso desde o último dia 18, sob suspeita de ter matado com um tiro na cabeça a atual esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, no apartamento onde o casal morava no Brás, região central da capital paulista.
Ele nega o crime e sustenta, até o momento — assim como a defesa — que Gisele teria se suicidado por não aceitar o fim do relacionamento. Segundo a reportagem, essa versão é enfraquecida por mensagens recuperadas do celular da vítima pela Polícia Científica.
Registro em Taubaté detalha queixa de perturbação
No depoimento prestado em 2010, a ex-esposa afirmou que, após a separação, a Justiça determinou datas específicas em que Geraldo poderia visitar e levar a filha do casal. Ainda assim, conforme o documento, ele teria ido em horários e dias fora do que estava estabelecido.
Porém, a vítima vem sofrendo vários problemas de perturbação de sua tranquilidade, em face de o autor [Geraldo Neto] estar indo em horários e datas que não estão determinados pela JustiçaDocumento policial
A dentista também relatou que o oficial fazia ligações em horários diversos, o que a levou a trocar a linha telefônica três vezes.
Ex-esposa relata tentativa de aproximação e busca por medidas judiciais
Na delegacia, ela disse ainda que, mesmo sabendo que a filha passava férias na casa dos avós, Geraldo usava a justificativa de estar procurando a menina para se aproximar dela. Diante da situação, a ex-esposa procurou o comando da PM e foi orientada a registrar o boletim de ocorrência.
Ela afirmou também já ter movido uma ação solicitando o “distanciamento” do policial, medida que, segundo relatou, não estava sendo obedecida. À época, a Polícia Civil encaminhou uma cópia do boletim de ocorrência à Vara da Família e das Sucessões da Comarca de Taubaté.