Acordo Mercosul-UE entra em vigor e pode baratear produtos europeus no Brasil

Tratado prevê redução gradual de tarifas em até 15 anos, com impacto potencial em itens como azeites, queijos e vinhos; pacto enfrenta resistência em parte da Europa

01/05/2026 às 12:44 por Redação Plox

Com a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, nesta sexta-feira (1º), a expectativa é de que uma parcela significativa dos produtos europeus comprados por brasileiros passe a custar menos.

  • Apesar de ainda haver pendências judiciais na Europa sobre a legalidade do tratado, o texto estabelece a divisão dos produtos em sete categorias. A redução das tarifas seguirá um calendário de até 15 anos, com cortes graduais e escalonados até patamares mínimos — em alguns casos, próximos de 0%.

    Acordo Mercosul-UE entra em vigor e promete baratear azeite, vinho e carros; veja itens

    Acordo Mercosul-UE entra em vigor e promete baratear azeite, vinho e carros; veja itens

    Foto: • Reprodução


O que pode ficar mais barato

Entre os itens que podem ter redução de preços estão azeites, queijos, vinhos e até animais. A lista também inclui frutas, sucos, peixes e café (moído e solúvel). Ao todo, o acordo reúne mais de 8 mil produtos.

A partir desta sexta-feira (1º), as tarifas também começam a mudar para automóveis e produtos farmacêuticos exportados pela União Europeia para Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com possibilidade de eliminação ou redução em condições específicas.

Uma das maiores zonas de livre comércio do mundo

Concluído em Bruxelas após mais de 25 anos de negociações, o pacto cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e prevê a eliminação de tarifas em mais de 90% do comércio entre os dois blocos.

Resistência na Europa e divisão entre países

Mesmo com o início da vigência, o tratado enfrenta resistência dentro da Europa. A França lidera a oposição, sob o argumento de que agricultores locais podem ser prejudicados. Em sentido contrário, países como Espanha e Alemanha apoiam o acordo, enquanto Bruxelas defende a medida como forma de diversificar o comércio diante de desafios impostos por potências como Estados Unidos e China.

O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, classificou a data como um marco.

um grande dia Maros Sefcovic

A eurodeputada francesa Manon Aubry, por sua vez, criticou o pacto e afirmou que produtores do continente podem sofrer com a concorrência de importados.

Na realidade, é um dia muito sombrio Manon Aubry

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