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A Polícia Federal apura menções ao nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas investigações sobre o esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS. Segundo a revista Veja, a apuração avançou nas últimas semanas e passou a preocupar auxiliares do Palácio do Planalto. A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade.
Até o momento, Fábio Luís não foi alvo de operação da PF nem é apontado formalmente como autor das fraudes. A investigação busca esclarecer se houve algum vínculo dele com pessoas investigadas no caso ou eventual recebimento de valores ligados ao esquema. O nome do empresário aparece em diálogos, depoimentos e movimentações financeiras analisadas pelos investigadores, conforme informações publicadas pela Veja e pelo ND Mais.
PF apura menções a Lulinha em investigação sobre descontos indevidos no INSS
Foto: Reprodução/Redes sociais/Ricardo Stuckert/PR
Um dos pontos de atenção da PF é a relação de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado nas investigações como operador do esquema. A defesa confirmou que os dois viajaram juntos a Portugal em 2024, mas afirmou que a viagem teve caráter empresarial e que não houve irregularidade.
Em fevereiro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha a pedido da Polícia Federal. No Congresso, a CPMI do INSS também aprovou a quebra de sigilo do filho do presidente, mas a medida foi suspensa pelo ministro Flávio Dino, que considerou irregular a aprovação em bloco dos requerimentos pela comissão, conforme divulgado pela Agência Brasil e pela Câmara dos Deputados.
A operação “Sem Desconto”, conduzida pela Polícia Federal, investiga um esquema de fraudes no INSS envolvendo descontos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas. As apurações apontam prejuízo bilionário entre 2019 e 2024, por meio de entidades e intermediários suspeitos de realizar cobranças indevidas.
A defesa de Lulinha sustenta que ele não recebeu recursos ilícitos, não participou de fraude e que suas movimentações financeiras e atividades empresariais são lícitas. O Palácio do Planalto também nega qualquer tentativa de interferência nas investigações.
O caso segue sob apuração da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal. Até que haja conclusão oficial, as suspeitas contra Fábio Luís Lula da Silva permanecem em fase investigativa, sem condenação ou denúncia formal informada até o momento.