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    TSE julgará ação que pode tornar Bolsonaro inelegível

    Ministério Público Eleitoral advoga por inelegibilidade de Bolsonaro

    Por Plox

    01/06/2023 14h10 - Atualizado há 9 meses

    O corregedor da Justiça Eleitoral, Benedito Gonçalves, deu sinal verde nesta quinta-feira para que o julgamento de uma ação que pode resultar na inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja avaliada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    Ministro Gonçalves libera caso para julgamento

    Com a liberação do caso para avaliação, Gonçalves submeteu ao TSE um relatório que esclarece todos os procedimentos e etapas da ação, englobando tanto a coleta de provas quanto as alegações feitas pelas partes envolvidas e o Ministério Público Eleitoral.

    Presidente do TSE define data para análise

    A decisão de quando o caso será efetivamente julgado agora está nas mãos do presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes. A ação em questão tem suas raízes em uma reunião organizada por Bolsonaro durante seu mandato presidencial, onde, atuando como pré-candidato à reeleição, ele questionou a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro sem apresentar provas concretas para embasar suas alegações.

    Movimentação no TSE segue posse de novos ministros

    Esta movimentação do corregedor acontece no contexto da recente posse de dois novos ministros efetivos no TSE, André Ramos Tavares e Floriano de Azevedo Marques, que ocuparam as vagas deixadas pelos ministros Carlos Horbach e Sérgio Banhos.

    PDT questiona conduta de Bolsonaro

    O TSE recebeu a solicitação para analisar a conduta de Bolsonaro durante o encontro com embaixadores no Palácio da Alvorada no ano passado pelo PDT. Na ocasião, o ex-presidente expressou dúvidas sobre a segurança do sistema de votação, novamente sem embasamento em evidências.

    Ministério Público Eleitoral advoga por inelegibilidade de Bolsonaro

    A posição do Ministério Público Eleitoral (MPE) no caso é favorável à inelegibilidade de Bolsonaro. Segundo Paulo Gonet, vice-procurador-geral eleitoral, o ex-presidente teria cometido um abuso de poder ao usar recursos do Estado para propagar informações infundadas sobre as eleições.

    "O intuito de ganho pessoal foi claramente evidenciado. O uso de recursos estatais para este fim está claramente documentado nos autos. Todo o evento foi planejado para que o pronunciamento fosse visto como uma manifestação oficial do presidente da República, por isso a presença de embaixadores estrangeiros e o cenário oficial no qual a reunião aconteceu. O abuso de poder político está comprovado", afirmou Gonet.

    Defesa de Bolsonaro nega acusações

    Em contrapartida, a defesa de Bolsonaro argumenta que o encontro com os embaixadores não possuía intenção eleitoral, mas sim de provocar um "debate de ideias" para a melhoria do sistema eleitoral brasileiro. Segundo a defesa do ex-presidente, as críticas levantadas contra as urnas eletrônicas eram parte de um discurso maior, com o objetivo de promover o aprimoramento do sistema de votação em vigor no país.

    Processo em julgamento

    Com a liberação do processo para julgamento, o caso ganha um novo capítulo. Este processo tem potencial para gerar repercussões significativas, considerando a possibilidade de inelegibilidade de um ex-presidente da República. As próximas etapas dependem agora do agendamento do julgamento pelo presidente do TSE, Alexandre de Moraes.

    No contexto político atual, a decisão que será tomada pelo TSE quanto à conduta do ex-presidente Bolsonaro é aguardada com expectativa, tanto por seus apoiadores quanto por seus críticos.

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