Porto Alegre vê nível do rio Guaíba abaixo da cota de inundação após um mês

O monitoramento do nível do rio é realizado em tempo real com auxílio de lasers na régua instalada na Usina do Gasômetro

Por Plox

01/06/2024 11h36 - Atualizado há cerca de 1 mês

O nível do rio Guaíba, em Porto Alegre, atingiu 3,58 metros na manhã deste sábado (1º), ficando abaixo da cota de inundação pela primeira vez em um mês. O patamar de risco de transbordamento é de 3,6 metros.

Foto: WESLEY SANTOS/AGÊNCIA ESTADO

O monitoramento do nível do rio é realizado em tempo real com auxílio de lasers na régua instalada na Usina do Gasômetro. Os dados são compilados e divulgados pela Agência Nacional de Águas (ANA), em conjunto com a Rede Hidrometeorológica Nacional e o Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Desde as 23h do dia 2 de maio, quando o rio subiu a 3,67 metros, o Guaíba não ficava abaixo da cota de inundação. Com a recente baixa, moradores de bairros como Humaitá e Vila Farrapos, onde há muitas residências e comércios, estão retornando a suas casas após mais de 25 dias.

Na última terça-feira (28), o governo do Rio Grande do Sul ajustou a cota de inundação de 3 metros para 3,6 metros, refletindo medições em uma nova régua instalada ao sul do Cais Mauá. Essa mudança não afeta a medição da máxima do Guaíba, que chegou a 5,35 metros em 5 de maio, a maior marca da história.

O transbordamento do rio Guaíba causou grandes danos em Porto Alegre, incluindo mortes, destruição de bens de milhares de famílias e comprometimento da infraestrutura do estado, com deslizamentos e pontes arrastadas, deixando milhares de famílias isoladas. Até o momento, mais de 77 mil resgates foram realizados.

Impacto das chuvas e inundações

As fortes chuvas que começaram em 27 de abril no estado avançaram em direção ao norte por mais de uma semana, deixando um rastro de destruição ao longo dos rios Taquari, Sinos, Caí, Gravataí, Pardo e Jacuí, culminando no Guaíba. As inundações resultaram em 169 mortes e 44 pessoas desaparecidas, afetando mais de 2,3 milhões de pessoas. No auge das cheias, cerca de 630 mil tiveram que abandonar suas casas, e ainda há 39 mil pessoas em abrigos temporários.

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