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    Funed atua no enfrentamento ao tráfico de animais silvestres em Minas Gerais

    Serviço de Animais Peçonhentos promove atividades de preservação e orientação

    Por Plox

    01/07/2021 12h19 - Atualizado há 11 meses

    O tráfico de animais silvestres é a terceira maior atividade ilegal no mundo, perdendo apenas para o tráfico de armas e de drogas, de acordo com dados da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas).

    Fundação Ezequiel Dias (Funed) tem uma importante atuação no combate a esse crime em Minas Gerais, agindo em conjunto com as polícias Militar e Civil, com o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

    O Serviço de Animais Peçonhentos (SAP) da Funed trabalha seguindo as orientações dos órgãos envolvidos com a proteção da fauna no estado. Devido às atividades de preservação e orientação à população, a Funed recebe alguns desses animais, como serpentes, aranhas e escorpiões, em seu Serpentário e reporta às autoridades as espécies apreendidas nas ações de combate ao tráfico.

    De acordo com o chefe do SAP, Rômulo Antônio Righi de Toledo, os bichos recebidos com mais frequência são serpentes e aranhas. ”Quando os órgãos fazem a apreensão, eles nos encaminham o animal, relatam as condições em que foi encontrado e como está sendo tratado. Além disso, solicitam a identificação e as orientações em relação às condições em que o bicho foi encontrado, pedindo informações sobre hábitos, habitat, manejo, alimentação das espécies, que possam ajudar nas situações de maus tratos identificadas”, conta.

     

    A Python molurus ou píton albina é uma das espécies vítimas do tráfico - Divulgação / Funed
     

     

    Nos últimos anos, foram comuns as apreensões, em residências de Belo Horizonte, de cobras, especialmente da espécie Pantherophis guttatus, conhecida como corn snake ou cobra do milho. A partir de denúncias, também foram apreendidas outras espécies de cobras – como a Python regius ou Píton bola, Python molurus ou Píton, Lampropeltis triangulum ou Milk Snake, Boa constrictor imperator ou Jiboia. 

    Entre as aranhas, a Funed recebeu algumas adultas e filhotes, como a Talitocatl albapilosus ou Tarantula cabelo, Harpactira pulchripes ou Caranguejeira de pernas azuis, Mygalomorphae ou Caranguejeira Preta. “Recebemos, recentemente, filhotes da caranguejeira de pernas azuis que foram apreendidas quando estavam sendo despachadas pelos Correios. Os filhotes estavam armazenados dentro de canudos pequenos de refrigerantes com tampão de algodão”, relata Rômulo de Toledo. 

    O destino dos animais apreendidos, geralmente, é a devolução ao Departamento Estadual de Investigações de Crimes Contra o Meio Ambiente da Polícia Civil (Dema) ou o Centro de Triagem de Animais Silvestres do IEF/Ibama. Dependendo das condições dos animais, eles podem ou não ser reinseridos na natureza. Caso seja definido pelas autoridades, a Funed pode atuar como depositário temporário ou permanente. 

    Para o chefe do SAP, a participação da Funed nesse trabalho está diretamente relacionada ao seu papel de referência na prestação de serviços à população sobre serpentes, escorpiões, aranhas. “O conhecimento das leis sobre meio ambiente, criação de animais silvestres e animais de laboratório, bem-estar animal e capacidade de alojar esses bichos, os credenciam para desenvolver esse trabalho. Também são importantes os dados de ocorrência e frequência desses animais na natureza, que nos permitem saber se a presença deles representa um problema de Saúde Pública”, avalia.

    Apoio à legislação

    A Funed também tem papel importante no acompanhamento de legislações federais, estaduais e municipais de meio ambiente, proteção e utilização de seus recursos naturais, como no caso das pesquisas sobre serpentes venenosas e seus subprodutos.

    A fundação, quando convidada a contribuir com os órgãos reguladores nas atividades de proteção, criação e bem-estar animal, atua junto ao Ibama, ao IEF, à Comissão de Ética no Uso de Animais (Concea), ao Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Minas Gerais (CRMV), à Polícia Militar de Meio Ambiente da PMMG e à Dema. 

    O suporte é feito quando alguns animais são apreendidos em situações de maus tratos e quando há tráfico. A fundação também apoia a Prefeitura de Belo Horizonte nas ações de educação ambiental, defesa, preservação e autorização de funcionamento de atividades que envolvam os animais.

    Fonte: Agência Minas
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