México enfrenta calor extremo e tem mais de 100 mortes em Junho.

Segundo o relatório da secretaria de Saúde, as mortes são atribuídas principalmente à insolação, seguida pela desidratação como segunda causa mais comum.

01/07/2023 às 12:08 por Redação Plox

No mês de junho, regiões do norte do México foram atingidas por uma onda de calor extremo, provocando mais de 100 mortes entre os dias 12 e 25. Durante esse período, a secretaria de Saúde do país reportou mais de mil emergências, das quais 104 foram fatais, conforme informações divulgadas pelo governo mexicano em um relatório em 28 de junho.

 

Múltiplas Causas de Fatalidades

Segundo o relatório da secretaria de Saúde, as mortes são atribuídas principalmente à insolação, seguida pela desidratação como segunda causa mais comum. Os dados mostram uma crescente preocupação com a saúde pública, visto que as temperaturas na região têm oscilado entre 30 e 45 graus Celsius. A cidade de Aconchi, em Sonora, registrou a temperatura mais alta do país na última semana, atingindo 49 graus Celsius.

Impacto Prolongado de Calor Extremo

O México enfrenta ondas de calor todos os anos, mas especialistas atribuem a duração mais longa do fenômeno atual a fatores como mudanças climáticas. Além das regiões do norte, a onda de calor mais recente também atingiu a Cidade do México, onde temperaturas de até 33 graus Celsius foram registradas. Segundo relatórios, as altas temperaturas tiveram um impacto negativo nas vendas de comida de rua, um setor econômico importante na metrópole.

Em Monterrey, capital do estado de Nuevo León, as temperaturas têm variado entre 40 e 45 graus Celsius. A demanda por eletricidade, impulsionada pelo uso de aparelhos de ar-condicionado, levou à diminuição do fornecimento de água na cidade. Diante do calor extremo, as autoridades de Nuevo León tomaram a decisão de cancelar as aulas presenciais, afetando cerca de um milhão de alunos do ensino fundamental e médio.

O fenômeno El Niño e seus Efeitos

Além da onda de calor, o México também está enfrentando os impactos do fenômeno El Niño, que é caracterizado pelo aquecimento da superfície do Oceano Pacífico equatorial. Este fenômeno tem causado a morte de centenas de aves na costa do Pacífico mexicano, devido à escassez de alimentos, pois os peixes tendem a submergir em profundidades maiores, tornando-se inacessíveis para as aves.

Preocupação com o Futuro

As autoridades mexicanas alertam para a possibilidade de uma quarta onda de calor que pode afetar o país, composto por uma população de aproximadamente 127 milhões de habitantes, a partir do dia 1º de julho. O cenário atual requer medidas cautelosas e preparação para enfrentar possíveis novos episódios de calor extremo, que podem ter consequências sérias para a saúde e bem-estar da população.

Adaptação e Respostas Comunitárias

Diante dessa realidade, espera-se que haja uma reflexão coletiva e ações coordenadas entre autoridades e comunidades. É crucial que medidas preventivas sejam adotadas, tais como garantir o acesso à água potável, especialmente em áreas com maior risco de desidratação, e criar sistemas de alerta eficazes para altas temperaturas.

A situação também pede atenção especial aos grupos mais vulneráveis, como idosos e crianças, e a implantação de estratégias educativas para conscientizar a população sobre os riscos associados às ondas de calor e como se proteger.

Dadas as circunstâncias, é imperativo que o México esteja preparado para enfrentar os desafios que o calor extremo impõe sobre a saúde, infraestrutura e economia, adotando estratégias de adaptação e preparação que protejam suas comunidades e assegurem a resiliência diante de um clima cada vez mais imprevisível.

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