Minério de ferro em Itabira está próximo do fim preocupa economia local

Previsão de esgotamento gera preocupação

Por Plox

01/07/2024 10h53 - Atualizado há 20 dias

Os municípios mineradores de Minas Gerais estão intensificando esforços para diversificar suas economias, buscando alternativas para a manutenção de suas receitas após o esgotamento das jazidas de minério de ferro. Segundo a Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (Amig), todas as cidades que dependem da mineração caminham para o fim dessa atividade, com expectativas de esgotamento em até 40 anos.

Foto: reprodução

Dependência econômica e busca por alternativas

Em 2023, as cidades mineradoras de Minas Gerais receberam R$ 3,1 bilhões em royalties da mineração. Contudo, muitas dessas cidades, como São Gonçalo do Rio Abaixo, estão altamente dependentes do setor. Para enfrentar esse desafio, São Gonçalo do Rio Abaixo lançou o projeto Prospera+, que visa atrair empresas de outros segmentos, oferecendo incentivos como a destinação de áreas públicas para novos empreendimentos, capacitação de mão de obra e um fundo para reduzir custos operacionais.

O prefeito Raimundo Nonato de Barcelos destacou a importância de pensar no futuro: “Não é que o minério já esteja exaurido, mas tem um tempo para que isso aconteça, e nós temos que pensar no futuro das gerações. Hoje, somos 90% dependentes da mineração. Temos que pensar em formas de o município sobreviver depois dela”, afirmou a um jornal da capital.

A situação crítica em Itabira

A situação em Itabira, cidade onde a Vale iniciou suas operações na década de 1940, é especialmente preocupante. A previsão é de que a mineradora mantenha suas atividades por mais 17 anos. Waldir Salvador, consultor da Amig, expressou sua preocupação: “Itabira está, de fato, no apagar das luzes. Depois de mais de 80 anos de exploração, tem essa previsão de encerramento, o que trará um prejuízo econômico e social pesadíssimo. O município está fazendo vários projetos com planejamento de curto, médio e longo prazos para caminhar no sentido da diversificação econômica”, declarou ao G1.

Previsão de esgotamento gera preocupação

Para Waldir Salvador, todos os municípios mineradores precisam investir na diversificação econômica para garantir sua sobrevivência após o fim da mineração: "Diferentemente do agro, que tem renovação de safra todo ano, a mineração é um segmento com cronologia definida. Todos os municípios mineradores estão caminhando para a exaustão mineral. A gente só não sabe qual o prazo de cada um, as mineradoras não são transparentes nesse aspecto. Se a cidade não investir em diversificação, vai quebrar no futuro."

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