Nico Williams entrega medalha de campeão mundial à mãe após título da Espanha
Atacante participou do gol decisivo de Ferran Torres na vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, na prorrogação.
Uma adolescente de 16 anos, diagnosticada com síndrome de Rett, está há cerca de sete meses sem atendimento domiciliar especializado (home care) em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. A família afirma que a interrupção do serviço, que ocorria havia anos, compromete cuidados diários e contínuos necessários para manter a paciente estável.
Família afirma que a suspensão do home care compromete o tratamento da filha
Foto: Arquivo Pessoal
De acordo com relato da mãe, a jovem depende de assistência 24 horas, se alimenta por sonda e precisa de acompanhamento permanente por causa das complicações associadas à evolução da condição. A família também diz que, desde a suspensão do home care, a adolescente perdeu peso e massa muscular, além de ter deixado de receber, em casa, rotinas como fisioterapia diária.
As informações apontam que o atendimento domiciliar foi interrompido em dezembro de 2025. Ainda segundo a mãe, a empresa responsável pelo home care teria informado que deixou de prestar o serviço por falta de pagamento do poder público, o que levou a família a buscar alternativas para manter o tratamento e os insumos necessários.
Entre as dificuldades relatadas está a necessidade de reposição periódica de materiais utilizados no cuidado domiciliar. A família afirma que um dos dispositivos de sonda pode custar mais de R$ 2 mil e precisa ser substituído a cada três meses, e que, quando não há fornecimento pelo SUS, o gasto recai sobre os responsáveis.
Em nota divulgada na reportagem original, a Prefeitura de Teresópolis informou que a adolescente é acompanhada pela rede municipal de saúde e recebe assistência dentro das atribuições do município. A Secretaria Municipal de Saúde também declarou que uma equipe multiprofissional avaliou a paciente e concluiu que ela necessita de cuidados contínuos compatíveis com home care, mas afirmou que esse tipo de atendimento não integra os serviços prestados diretamente pela administração municipal.
Segundo a prefeitura, o atendimento domiciliar especializado estaria garantido por decisão judicial, com liberação de recursos por determinação da Justiça, em modelo no qual o município não contrata nem administra diretamente o serviço. A família contesta que o suporte atual seja suficiente e cobra o restabelecimento do home care, além de relatar dificuldades recorrentes para obter medicamentos e suplementos alimentares na rede pública.
No Brasil, a atenção domiciliar integra a política pública do SUS e pode ser ofertada por meio do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), como no programa Melhor em Casa, com equipes multiprofissionais (EMAD/EMAP), conforme regras do Ministério da Saúde. A estrutura, os critérios e as modalidades desse atendimento são definidos em normas federais, que descrevem a atenção domiciliar como parte da rede de cuidados e como alternativa ou complemento à internação hospitalar, quando indicada.
O caso segue sendo acompanhado pela família, que busca uma solução para garantir continuidade de assistência especializada e fornecimento regular de insumos em Teresópolis.