Delegada investigada por suspeita de peculato após viatura ser usada pelo marido tem licença médica renovada em MG

Afastada da Polícia Civil, Wanessa Santana Martins Vieira teve a licença para tratamento de saúde prorrogada por mais 25 dias, conforme publicação no Diário Oficial do Estado.

01/07/2026 às 09:32 por Redação Plox

A delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) Wanessa Santana Martins Vieira, investigada por suspeita de peculato após uma viatura descaracterizada vinculada à corporação ter sido flagrada em uso pelo marido dela em Belo Horizonte, teve a licença para tratamento de saúde renovada e segue afastada das funções.

O advogado Renan Rachid Silva Vieira ao lado da esposa, a delegada da Polícia Civil Wanessa Santana Martins Vieira

O advogado Renan Rachid Silva Vieira ao lado da esposa, a delegada da Polícia Civil Wanessa Santana Martins Vieira

Foto: PMMG


A prorrogação, por mais 25 dias, foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026, mas com validade retroativa a 25 de junho, conforme noticiado pelo G1.

O que motivou a investigação

O caso ganhou repercussão após o advogado Renan Rachid Silva Vieira, marido da delegada, ser preso em flagrante em 10 de março de 2026 ao ser abordado dirigindo a viatura descaracterizada na Avenida Antônio Carlos, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. A abordagem teria ocorrido durante ação motivada por denúncias anônimas sobre suposto uso indevido do veículo oficial, segundo informações divulgadas na época por veículos de imprensa.

Após a prisão, a Justiça concedeu liberdade provisória ao casal na noite de 11 de março de 2026, mediante pagamento de fiança, conforme a reportagem do G1 usada como referência pela redação.

O que diz a lei sobre peculato e possíveis consequências

Relatório sobre a remuneração líquida da delegada da PCMG Wanessa Santana Martins Vieira

Relatório sobre a remuneração líquida da delegada da PCMG Wanessa Santana Martins Vieira

Foto: Portal da Transparência MG


O crime de peculato está previsto no artigo 312 do Código Penal e, em linhas gerais, ocorre quando um agente público se apropria ou desvia bem móvel público (ou particular sob guarda do Estado) em proveito próprio ou de terceiros. A pena prevista é de reclusão de 2 a 12 anos e multa, sem prejuízo de outras responsabilizações, a depender do andamento do caso.

Além da esfera criminal, situações desse tipo também costumam ter desdobramentos administrativos no âmbito do órgão, com apuração interna e eventuais punições previstas em normas disciplinares, que podem variar conforme a conclusão do procedimento.

Como funciona a licença médica no serviço público estadual

No âmbito do Governo de Minas, a licença para tratamento de saúde é um instrumento previsto para afastamento por motivo médico, com regras e procedimentos próprios de perícia e formalização. Em páginas oficiais do governo estadual, há orientação de que o tema é tratado dentro da política de saúde do servidor e procedimentos administrativos relacionados à concessão do benefício.

No caso específico de servidores das forças de segurança, as regras podem ter detalhamentos próprios em estatutos e normas internas. A reportagem que originou o material enviado à redação aponta que, enquanto durar a licença, a servidora permanece afastada e, em regra, sem prejuízo da remuneração, nos termos aplicáveis ao regime estadual.

Procurada, a PCMG foi demandada a se manifestar sobre pontos do caso, mas, até a publicação da reportagem que embasou esta matéria, não havia retorno registrado. A apuração e eventuais procedimentos seguem sob responsabilidade dos órgãos competentes.

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