Suspeito é preso após mulher relatar que foi incendiada com acetona em Bandeirantes (PR)

Vítima de 28 anos disse que foi agredida, teve acetona jogada no corpo e sofreu queimaduras; suspeito foi localizado pela PM em Cornélio Procópio, e o MP pediu prisão preventiva.

01/07/2026 às 23:41 por Redação Plox

Um homem foi preso em flagrante suspeito de incendiar a companheira, de 28 anos, em Bandeirantes, no Norte do Paraná. A vítima relatou à polícia que a agressão aconteceu na manhã de terça-feira (30/06) após o suspeito se irritar ao ver que ela estava com as unhas pintadas de vermelho.

Vítima sofreu múltiplas queimaduras pelo corpo; ocorrência foi registrada em Bandeirantes

Vítima sofreu múltiplas queimaduras pelo corpo; ocorrência foi registrada em Bandeirantes

Foto: Policia Civil (PC-PR)


O preso foi identificado como Alex José de Araújo. Conforme divulgado pelo G1 Paraná, ele negou o crime durante interrogatório e afirmou que a mulher teria ateado fogo em si mesma. Na ocasião, ainda não havia informação de defesa constituída no processo.

Relato da vítima e ferimentos

Segundo a ocorrência descrita na reportagem, a mulher afirmou que, após agressões, o suspeito teria jogado acetona — produto inflamável usado para remover esmalte — sobre o corpo dela e, em seguida, ateado fogo. A vítima teve queimaduras em regiões como seios, pescoço e dedos, recebeu atendimento médico e, de acordo com as informações divulgadas, estava em condição estável.

Localização e prisão

Ainda conforme a apuração do G1, a mulher disse que conseguiu fugir por volta das 11h e pedir ajuda. O suspeito teria deixado o local e foi encontrado pela Polícia Militar em Cornélio Procópio, a cerca de 37 km de Bandeirantes, na garupa de um moto-táxi, alegando que iria para a casa da irmã.

Pedido de prisão preventiva e investigação

O Ministério Público do Paraná pediu a prisão preventiva do suspeito, citando, na manifestação, detalhes do depoimento prestado pela vítima, incluindo ameaças relatadas e a dinâmica do caso. O processo também registra que a mulher solicitou medida protetiva e informou já ter feito boletim anterior por violência doméstica.

O caso segue sob apuração das autoridades, e a investigação deve reunir depoimentos e demais elementos para esclarecer as circunstâncias e eventual responsabilização criminal.

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