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Minas Gerais começou a implementar uma rede digital destinada a integrar informações de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Chamada Rede Mineira de Dados em Saúde (RMDS), a plataforma deverá conectar mais de 2,7 mil instalações de softwares utilizadas nos 853 municípios mineiros, hoje operadas com linguagens e formatos diferentes.
Minas Gerais começa a implementar rede para int
Foto: SES / Divulgação
A falta de comunicação entre esses sistemas pode impedir que exames, consultas e procedimentos realizados em uma unidade sejam visualizados por profissionais de outros serviços. A proposta da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) é facilitar o compartilhamento seguro dessas informações, reduzindo retrabalho, desperdício de recursos e demora na tomada de decisões.
A rede pretende reunir dados gerados na Atenção Primária, em hospitais, na regulação, na vigilância em saúde e em outros sistemas estaduais. Com isso, profissionais autorizados poderão acompanhar de maneira mais completa a trajetória assistencial do usuário, mesmo quando o atendimento ocorrer em diferentes unidades.
Entre os exemplos apresentados pela SES-MG está o tratamento do câncer de mama. Uma paciente pode solicitar a mamografia em uma unidade, realizar o exame em outro serviço e ser encaminhada para biópsia em um terceiro local. A conexão entre os registros deverá permitir o acompanhamento dessas etapas e diminuir a repetição desnecessária de procedimentos.
Os dados integrados também poderão apoiar o planejamento da rede pública. O Estado espera utilizar as informações para identificar aumento de doenças respiratórias, crescimento de filas e pressão sobre leitos hospitalares, permitindo que gestores organizem serviços e recursos com maior antecedência.
A estrutura prevista para a RMDS inclui inteligência artificial para organizar informações produzidas em formatos diferentes e uma camada de blockchain para registrar acessos e alterações. Segundo o Governo de Minas, essa tecnologia não será utilizada para armazenar prontuários, mas para reforçar a integridade, a rastreabilidade e o controle dos dados compartilhados.
A plataforma também adota o padrão internacional FHIR, utilizado para padronizar a troca de informações entre sistemas de saúde, e deverá se comunicar com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), do Ministério da Saúde. A estrutura nacional permite o acesso seguro ao histórico clínico por profissionais autorizados e busca evitar duplicidade de exames e interrupções no cuidado.
Outra frente prevista é a busca ativa de usuários. A SES-MG cita como possibilidade o envio de avisos para pessoas com vacinas atrasadas, indicando unidades próximas disponíveis para aplicação. O governo estadual não informou, no material divulgado, um prazo para a conclusão da implantação em todos os municípios.