PF deflagra Operação Ad Phishing contra anúncios fraudulentos com identidade visual do Governo

Ação desta quarta-feira (1º) cumpre nove mandados de busca e apreensão em quatro estados e apura o uso de páginas que imitavam perfis oficiais para prometer dinheiro mediante pagamento de taxas.

01/07/2026 às 08:38 por Redação Plox

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a Operação Ad Phishing para investigar anúncios digitais que usavam indevidamente a identidade visual do Governo Federal e de instituições públicas. Nove mandados de busca e apreensão são cumpridos em Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.


PF deflagra Operação Ad Phishing contra anúncios fraudulentos com identidade visual do Governo

Foto: Divulgação/PF


A investigação identificou 1.770 anúncios fraudulentos ligados a dezenas de páginas e domínios. Parte do conteúdo reproduzia símbolos e elementos gráficos de órgãos públicos e utilizava materiais manipulados por inteligência artificial para dar aparência de legitimidade a páginas falsas. A PF não divulgou as cidades onde ocorrem as buscas nem a identidade dos investigados.

Mandados foram autorizados pela Justiça Federal

As ordens judiciais foram expedidas pela 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal. A operação busca aprofundar a apuração sobre os responsáveis pela criação, divulgação e manutenção dos anúncios e sites suspeitos.

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelo uso indevido de selo ou sinal público verdadeiro. A Polícia Federal também verifica a possível ocorrência de estelionato, associação criminosa, falsidades e lavagem de dinheiro.

Anúncios prometiam dinheiro mediante pagamento de taxas

Em abril de 2025, a Advocacia-Geral da União informou ter identificado, com base em estudo do NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro, um conjunto de 1.770 anúncios fraudulentos publicados nas plataformas Facebook e Instagram. As peças prometiam supostos valores a receber, divulgavam programas governamentais reais ou fictícios e, em muitos casos, exigiam o pagamento prévio de uma falsa taxa para liberar o dinheiro.

O levantamento também apontou o uso de imagens de autoridades manipuladas por inteligência artificial e de páginas que se apresentavam como perfis oficiais. A Polícia Federal não esclareceu se todo o material analisado na Operação Ad Phishing corresponde exatamente ao mesmo conjunto citado anteriormente pela AGU.

A apuração permanece em andamento e poderá identificar outros envolvidos e crimes. Até a divulgação inicial da operação, não havia informação oficial sobre prisões, valores movimentados pelo esquema ou número de pessoas que teriam sido vítimas das páginas falsas.

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