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Uma megaoperação coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) cumpre, na manhã desta quarta-feira (01/07/2026), 320 ordens judiciais contra suspeitos de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) em seis estados. Em São Paulo, a ofensiva inclui alvos que já estão presos e terão celas revistadas em unidades prisionais da capital e do interior.
Megaoperação contra o PCC executa mais de 300 mandados em seis estados
Foto: MPSC/Divulgação
As medidas são cumpridas em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. No total, a Justiça expediu 151 mandados de prisão temporária e 169 mandados de busca e apreensão, dentro do que o MP-SC batizou de Operação “Coluna Sul”.
Em território paulista, 22 suspeitos são alvos de mandados de busca e apreensão. Entre os investigados, há presos em penitenciárias na capital — incluindo a Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte — e em unidades do interior, como em Lavínia, Potim e Irapuru. O MP-SC informou que, além das revistas, os detentos serão comunicados sobre novas ordens judiciais relacionadas à investigação.
O objetivo, conforme a apuração divulgada pelos promotores, é reduzir a capacidade de articulação do grupo a partir do sistema prisional, interrompendo crimes que estariam sendo planejados ou ordenados por integrantes já encarcerados.
No Paraná, a operação teve um episódio de confronto armado: equipes foram recebidas a tiros ao chegar ao endereço de um dos alvos. Houve reação dos agentes e um suspeito morreu durante o tiroteio. O MP-SC informou que ele foi atingido após atirar contra os policiais com uma pistola.
Considerada pelo MP-SC a maior ação já realizada pelo Gaeco catarinense, a Operação “Coluna Sul” é um desdobramento de investigações anteriores ligadas à Operação “Maserati”. O foco, segundo o órgão, é desarticular a atuação do PCC em um território que os investigadores apontam como estratégico para expansão e controle na região Sul e no Centro-Oeste.
Entre os crimes atribuídos aos investigados estão organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas. Todo o material eventualmente apreendido deve ser encaminhado para perícia. A investigação tramita sob sigilo.