PF deflagra Operação Galho Fraco II; mandados do STF miram ligados a Sóstenes Cavalcante

Terceira fase da investigação apura suposto desvio de recursos da cota parlamentar em contratos de locação de veículos. Ordens são cumpridas no DF, em Goiás e em Minas Gerais; deputado não é alvo desta etapa.

01/07/2026 às 09:57 por Redação Plox

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a Operação Galho Fraco II, terceira fase de uma investigação sobre o suposto desvio de recursos da cota parlamentar por meio de contratos de locação de veículos.

Segundo a PF, a ação busca reunir e preservar provas para avançar na apuração

Segundo a PF, a ação busca reunir e preservar provas para avançar na apuração

Foto: crédito: Pexels

Mandados autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) são cumpridos no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais.

A nova etapa mira pessoas apontadas como ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados. O parlamentar não está entre os alvos desta fase. À CNN Brasil, ele afirmou que se manifestará após tomar conhecimento do conteúdo da decisão e das diligências realizadas.

PF investiga movimentação de recursos públicos

Segundo a Polícia Federal, a operação busca reunir e preservar provas sobre possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. Os investigadores apuram a atuação de agentes públicos, particulares e empresas que teriam sido utilizadas para dar aparência legal à movimentação de dinheiro público.

A corporação também identificou sinais de possíveis tentativas de esconder ou modificar elementos relacionados ao caso. A suspeita de alteração ou ocultação de provas passou a integrar a apuração por poder caracterizar fraude processual.

Contratos de aluguel de veículos estão sob apuração

O inquérito teve início após a identificação de supostas irregularidades na contratação de uma locadora de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap). A verba é destinada ao pagamento de despesas relacionadas ao mandato, como transporte, passagens, manutenção de escritórios e contratação de serviços.

Na fase anterior, realizada em dezembro de 2025, Sóstenes Cavalcante e o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) foram alvos de buscas. A PF informou ao STF ter identificado movimentações financeiras consideradas suspeitas em contas de assessores, funcionários partidários e pessoas próximas aos parlamentares. Os dois deputados negaram irregularidades naquele momento.

A Operação Galho Fraco II concentra-se agora no rastreamento da movimentação e do destino dos recursos públicos investigados. A Polícia Federal não divulgou os nomes dos alvos nem informou se houve prisões durante as diligências desta quarta-feira.

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