Petrobras diz que há espaço para queda no preço da gasolina, mas sem data definida

Presidente da estatal afirmou no Rio de Janeiro que a empresa monitora as cotações do petróleo e evita repassar oscilações de curto prazo; até agora, não há confirmação oficial de novo preço ao consumidor.

01/07/2026 às 15:56 por Redação Plox

A gasolina poderá acompanhar a recente queda do petróleo no mercado internacional, mas a Petrobras ainda não definiu data nem percentual para um eventual corte. A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (1º), no Rio de Janeiro, que o combustível segue a mesma tendência observada em outros derivados. 


Petrobras vê espaço para queda da gasolina, mas ainda não anuncia redução.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil


Magda explicou que a companhia acompanha diariamente as cotações internacionais, mas evita repassar ao mercado brasileiro todas as oscilações de curto prazo. A estratégia, segundo ela, busca impedir mudanças frequentes nos preços e preservar a competitividade da Petrobras.

QAV cai, mas preço do diesel fica estável

A expectativa sobre a gasolina surgiu após a redução de 14,5% no preço do querosene de aviação vendido às distribuidoras. O corte representa R$ 0,81 por litro e entrou em vigor nesta quarta-feira. Nas refinarias da Petrobras, o QAV passou a custar entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro. 


Expectativa sobre a gasolina surgiu após a redução de 14,5% no preço do querosene de aviação vendido às distribuidoras.

Foto: Divulgação/Petrobras


No caso do diesel, a companhia reduziu formalmente o preço em aproximadamente R$ 0,35 por litro, mas suspendeu simultaneamente um desconto do mesmo valor ligado a uma subvenção federal. Com isso, o preço médio cobrado das distribuidoras permaneceu em R$ 3,30 por litro, sem redução efetiva nessa etapa da cadeia.

As mudanças foram possíveis após o recuo das cotações do petróleo, que haviam subido com o agravamento do conflito no Oriente Médio e as restrições no Estreito de Ormuz. Com a diminuição das pressões internacionais, o barril do tipo Brent voltou a níveis próximos aos registrados antes da crise.

Governo avalia retirada de subsídio da gasolina

O governo federal ainda mantém uma subvenção de R$ 0,44 por litro para a gasolina, criada para reduzir o impacto da alta internacional. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o benefício está sendo reavaliado, mas não anunciou quando poderá ser encerrado.

Mesmo que a Petrobras anuncie uma redução, o valor percebido pelo consumidor nos postos poderá ser diferente. O preço final também inclui impostos, etanol anidro, custos de distribuição e margens de revenda. Por enquanto, não há confirmação oficial de novo preço para a gasolina nem previsão de quando uma eventual mudança chegará às bombas.

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