Petrobras reduz em 14,5% o preço do querosene de aviação vendido às distribuidoras

Queda equivale a R$ 0,81 por litro e é a segunda consecutiva; estatal afirma que redução não implica baixa automática nas passagens aéreas.

01/07/2026 às 12:28 por Redação Plox

A Petrobras colocou em vigor nesta quarta-feira (1º) uma redução de 14,5% no preço do querosene de aviação vendido às distribuidoras. O corte equivale a R$ 0,81 por litro, e os valores praticados nos pontos de venda das refinarias passaram a variar entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro.


Petrobras reduz querosene de aviação em 14,5% e litro cai para até R$ 4,67.

Foto: Mário Nascimento/Petrobras


Segunda redução consecutiva

O reajuste de julho marca o segundo mês seguido de queda. Em junho, a estatal já havia diminuído o valor do combustível em 14,2%, depois de aumentos de 55% em abril e de 18% em maio. Apesar dos dois recuos recentes, o QAV ainda acumula alta de 40,5% em relação ao fim de 2025, o que representa R$ 1,39 a mais por litro. 


Reajuste de julho marca o segundo mês seguido de queda.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil



A companhia atribuiu a nova redução ao enfraquecimento dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre as cotações internacionais do petróleo e de seus derivados. A escalada militar iniciada no fim de fevereiro afetou a cadeia de fornecimento e elevou os preços após o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo e gás.

Preço segue mercado internacional

Embora o Brasil seja um grande produtor de petróleo, o querosene de aviação é uma commodity e sofre influência das cotações internacionais. Por isso, alterações no preço do barril, no câmbio e na oferta global podem chegar aos contratos de fornecimento no mercado brasileiro.

A Petrobras comercializa o combustível produzido em suas refinarias ou importado diretamente para distribuidoras. Essas empresas são responsáveis pelo transporte, pelo armazenamento nos aeroportos e pela venda às companhias aéreas, revendedores e outros consumidores. A estatal responde por cerca de 85% da produção nacional de QAV, mas o setor é aberto à participação de outros produtores e importadores.

A redução anunciada ocorre na etapa de venda às distribuidoras e não significa queda automática no preço das passagens. Um eventual repasse aos consumidores dependerá dos contratos, dos custos operacionais e da política comercial adotada por cada companhia aérea.

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