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A Polícia Federal apreendeu dinheiro em espécie escondido dentro de um objeto que simulava um livro durante a Operação Galho Fraco II, deflagrada nesta quarta-feira (1º). A quantia foi localizada em um endereço ligado a um advogado alvo das buscas, mas o valor recolhido ainda não havia sido informado oficialmente.
O material foi localizado em um endereço ligado a um advogado que está entre os alvos das buscas
Foto: crédito: Reprodução/Polícia Federal
A ação é a terceira fase da Operação Rent a Car e investiga suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. Fotografias divulgadas pela PF mostram maços de notas guardados no compartimento interno do livro, além de outros valores e um relógio apreendidos.
As medidas judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal e são cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. De acordo com a PF, o objetivo é preservar provas e aprofundar a apuração sobre a movimentação e o destino de recursos públicos.
Os investigadores apontam indícios de participação de agentes públicos, particulares e empresas que teriam sido usadas para dar aparência legal à circulação do dinheiro. A corporação também apura possíveis tentativas de ocultar ou modificar provas, condutas que podem configurar fraude processual.
Segundo apuração do UOL, os mandados desta fase atingem um advogado e outras pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara. O parlamentar não está entre os alvos desta etapa, mas foi alvo de buscas realizadas em dezembro de 2025.
Na ocasião, cerca de R$ 430 mil em espécie foram apreendidos em um apartamento do deputado. Sóstenes declarou que o dinheiro teria origem na venda de um imóvel. A PF passou a investigar essa versão e a suspeita de que documentos tenham sido apresentados para justificar posteriormente a procedência dos valores. O UOL informou que procurava a assessoria do parlamentar para comentar a nova operação.
A Operação Rent a Car apura supostas irregularidades em contratos de locação de veículos pagos com a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, verba pública usada para despesas relacionadas ao mandato. Nas fases anteriores, a investigação apontou indícios de movimentações financeiras incompatíveis e possível uso de empresas para desviar e ocultar recursos. As apurações continuam sob supervisão do STF.