STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Os Estados Unidos têm observado uma preocupante tendência no crescimento dos casos de hanseníase, doença muitas vezes referida como 'doença medieval' devido à sua prevalência na época. A condição é popularmente conhecida como lepra e é causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Nos últimos dez anos, o país presenciou um dobramento do número de casos, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

O aumento das taxas de infecção
Este crescente número de infecções de Hanseníase está levando a questionamentos sobre a doença se tornando endêmica em algumas partes do sudeste americano. Um destaque particular é o estado da Flórida, que tem visto um notável crescimento dos casos. Os dados apontam que a região central da Flórida responde por mais de 20% das infecções no país.
Por conta dessa escalada, as autoridades da Flórida adotaram medidas de vigilância passiva da doença. A legislação estadual torna obrigatório que os médicos informem os casos de hanseníase dentro de um dia útil. De acordo com uma carta divulgada pelo CDC na segunda-feira (01), foi informado que em 2020 foram registrados 159 novos casos de Hanseníase nos Estados Unidos.
Confrontando com o passado
Apesar de alarmantes, os números atuais ainda estão longe dos registrados na Idade Média, quando a doença se espalhou de maneira devastadora pela Europa. Neste período, um em cada 30 indivíduos contraiu a doença, resultando em uma das piores epidemias da história mundial. A disseminação foi de tal magnitude que pacientes com hanseníase eram isolados em uma ilha para proteger a população geral. No entanto, a situação mudou radicalmente na virada do século XVI, quando a incidência da doença diminuiu significativamente, tornando-se cada vez mais rara.
Os sinais da doença
Os sintomas da hanseníase geralmente levam de cinco a sete anos para se manifestar e podem variar significativamente. Alguns pacientes podem desenvolver tumores, caroços e úlceras, enquanto outros podem notar uma descoloração ou dormência na pele.
Em um mundo cada vez mais globalizado, com fácil deslocamento de pessoas, a vigilância de doenças como a hanseníase é essencial para proteger a saúde pública. O ressurgimento desta 'doença medieval' serve como um lembrete para as autoridades de saúde pública sobre a importância da prevenção e controle de doenças.