Justiça aceita denúncia contra diarista acusada de matar casal em Belo Horizonte

Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, segue presa preventivamente; outro réu é acusado de fraude com cartões das vítimas.

01/08/2026 às 11:07 por Redação Plox

A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia contra a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, acusada de matar um casal de idosos durante um roubo em Belo Horizonte. A decisão, proferida na sexta-feira (31), também tornou réu um comerciante apontado como participante de fraudes realizadas com cartões bancários das vítimas.

O advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, recebeu mais de 40 facadas. Ele foi dopado pela diarista que trabalhava na casa dele, mas foi atacado quando acordou e percebeu o roubo

O advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, recebeu mais de 40 facadas. Ele foi dopado pela diarista que trabalhava na casa dele, mas foi atacado quando acordou e percebeu o roubo

Foto: crédito: Reprodução/Redes sociais

Réus terão dez dias para apresentar defesa

O juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte, determinou a citação dos dois acusados, que terão dez dias para apresentar as defesas preliminares. Paola permanece presa preventivamente, enquanto um pedido de revogação da prisão apresentado pelos advogados aguarda manifestação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

A diarista responderá por dois crimes de latrocínio consumado, fraude processual qualificada e furto qualificado mediante fraude. As vítimas, o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram mortas em 29 de junho, no apartamento onde viviam na Região Centro-Sul da capital mineira.

Segundo a denúncia, Paola teria misturado clonazepam a um suco para deixar os idosos desacordados e facilitar o roubo de dinheiro, joias, relógios, celulares e cartões bancários. A acusação afirma que as vítimas foram atacadas com dezenas de golpes de faca depois que Cláudio recuperou a consciência e percebeu a retirada dos bens.

Os laudos citados no processo apontam que Cláudio sofreu 43 perfurações e Maria Clotilde foi atingida por 15 golpes, além de apresentar queimaduras. A denúncia também atribui à acusada a limpeza da arma e do piso do apartamento, a troca de roupas e outras ações destinadas a dificultar o trabalho da perícia. Imagens de câmeras e uma unha postiça encontrada no imóvel estão entre os elementos reunidos na investigação.

O comerciante se tornou réu por furto qualificado mediante fraude. O MPMG sustenta que ele teria permitido o uso de máquinas de pagamento de seu estabelecimento para transações de R$ 3,1 mil com cartões retirados do apartamento. Não há acusação de participação dele nas mortes.

As apurações sobre outros possíveis envolvidos foram desmembradas. Um parente de uma das vítimas, responsável pela indicação da diarista, será investigado separadamente, enquanto três suspeitos de adquirir joias e relógios poderão receber propostas de Acordo de Não Persecução Penal. O processo principal seguirá após a apresentação das defesas e a análise do pedido de liberdade de Paola.

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