PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
O vale-refeição cobriu, em média, apenas nove dias úteis de alimentação dos trabalhadores brasileiros no primeiro semestre de 2026. O período representa queda de 4,4% na comparação com 2025, quando o saldo durava cerca de dez dias, segundo levantamento da empresa de benefícios Pluxee.
Vale-refeição (Imagem ilustrativa)
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Para custear as refeições durante o restante do mês, o trabalhador precisou acrescentar, em média, R$ 589 do próprio orçamento. O valor desembolsado equivale a 101% do benefício médio recebido, calculado em R$ 583,75.
A perda de alcance ocorreu porque o reajuste do vale não acompanhou o aumento do custo da alimentação fora de casa. Enquanto o valor médio creditado pelas empresas avançou 1,5%, o preço médio de uma refeição subiu 4,3% e chegou a R$ 44,69 no período.
A série histórica mostra que o benefício perdeu metade de sua duração desde 2019, quando cobria 18 dias úteis. A cobertura caiu para 13 dias em 2022, 11 em 2023, dez em 2024 e 2025 e, agora, nove dias. A pesquisa não foi realizada em 2020 e 2021 devido às restrições provocadas pela pandemia de Covid-19.
Minas Gerais apresentou a maior duração média entre os estados, com o vale-refeição cobrindo 13 dias úteis. Rio de Janeiro e São Paulo aparecem em seguida, com aproximadamente 12 dias de cobertura.
A situação mais crítica foi identificada em Roraima, onde o benefício durou apenas seis dias. No Maranhão, o saldo cobriu sete dias úteis, enquanto Acre e Rondônia registraram média de oito dias. A Pluxee alerta que os dados reforçam a necessidade de as empresas reavaliarem os valores concedidos para que o benefício acompanhe o custo real das refeições.