BNDES amplia em R$ 4,1 bilhões recursos para terceira etapa do Plano Brasil Soberano

Com participação do Tesouro Nacional, programa passa a somar R$ 22,6 bilhões em financiamentos para empresas afetadas por tarifas dos Estados Unidos e instabilidade internacional.

01/09/2026 às 11:53 por Redação Plox

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou nesta terça-feira (1º) os recursos destinados à terceira etapa do Plano Brasil Soberano. O banco acrescentou R$ 4,1 bilhões de recursos próprios ao programa, elevando sua participação de R$ 5 bilhões para R$ 9,1 bilhões. Somados aos R$ 13,5 bilhões disponibilizados pelo Tesouro Nacional, os financiamentos passam a contar com R$ 22,6 bilhões.

Porto de Santos, em São Paulo

Porto de Santos, em São Paulo

Foto: Diego Baravelli/MInfra/Divulgação

O programa busca dar suporte a empresas brasileiras afetadas pelo aumento de tarifas comerciais dos Estados Unidos e pelos impactos da instabilidade internacional, especialmente sobre negócios que exportam para países do Golfo Pérsico. Também foram incluídos setores considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro, como fertilizantes e minerais críticos.

Empresas terão acesso a novas linhas de crédito

A previsão divulgada pelo BNDES é que as empresas possam começar a protocolar pedidos relacionados aos novos recursos em cerca de 15 dias, diretamente no banco ou por meio de instituições financeiras parceiras. A regulamentação do programa permite a apresentação de pedidos de financiamento até 31 de dezembro de 2027.

Dos R$ 22,6 bilhões disponíveis, R$ 8,8 bilhões serão direcionados a exportadores e fornecedores atingidos pelas tarifas comerciais dos Estados Unidos. Outros R$ 6,8 bilhões terão como foco empresas que exportam para países do Golfo Pérsico. Dos R$ 7 bilhões restantes, R$ 4 bilhões serão destinados a atividades ligadas à produção de adubos e fertilizantes, R$ 2 bilhões à cadeia industrial e tecnológica de minerais críticos e estratégicos e R$ 1 bilhão a outros setores industriais relevantes para o comércio exterior.

Juros começam em 3% ao ano

As linhas abrangem capital de giro, produção para exportação, compra de máquinas e equipamentos, ampliação da capacidade produtiva, inovação tecnológica e adaptação de produtos, serviços e processos.

As taxas variam conforme a modalidade. Para capital de giro, o custo será de 9,8% ao ano para grandes empresas e 8,3% para micro, pequenas e médias empresas. O financiamento de capital de giro voltado à exportação terá taxa de 8,3%, enquanto a compra de bens de capital terá custo de 8% e os investimentos em geral, de 6,5% ao ano. A menor taxa, de 3%, será aplicada à linha específica destinada à transformação de minerais críticos.

A terceira etapa do Brasil Soberano foi iniciada em julho de 2026, com mudanças legais que ampliaram o público que pode ter acesso ao crédito diante de impactos provocados por tarifas comerciais, conflitos e outros fatores de instabilidade internacional. As regras e os critérios de elegibilidade estão sendo regulamentados e operacionalizados pelo governo federal e pelo BNDES.

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