Lula defende divulgação integral de dados das investigações sobre o Banco Master
Presidente criticou vazamentos seletivos e cobrou transparência para todos os envolvidos no caso, em meio a tensões no STF.
O Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira (1º) a Operação Prazo Final, contra um grupo investigado por suspeita de agiotagem e cobrança abusiva de juros em Piracicaba (SP). A ação tem apoio do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (10º Baep).
Policiais do Baep dão apoio à operação do Gaeco em Piracicaba
Foto: Divulgação/Gaeco
Foram expedidos seis mandados de prisão e dez de busca e apreensão para endereços comerciais e residenciais da cidade. As ordens judiciais foram autorizadas pela Vara Regional das Garantias da 4ª Região Administrativa Judiciária, sediada em Piracicaba, segundo informações divulgadas pelas autoridades e reproduzidas pelo Portal Veloz.
A apuração do Gaeco indica que uma das vítimas, após atrasar o pagamento de uma dívida, teria passado a receber ameaças de morte. Ainda de acordo com a investigação, ela foi sequestrada e mantida em cativeiro como forma de pressioná-la a quitar os valores exigidos.
O veículo da vítima também teria sido levado pelo grupo e usado como garantia da dívida. Os detalhes sobre os investigados, os locais alvo das buscas e o resultado do cumprimento dos mandados não haviam sido divulgados até a última atualização.
As diligências buscam reunir novas provas, identificar e localizar patrimônio e valores possivelmente ligados aos fatos apurados, além de resguardar a vítima. Os alvos poderão responder, em tese, por extorsão mediante sequestro, ameaça, crime contra a economia popular, roubo e associação criminosa. A investigação segue em andamento.