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    Nova doença grave é descoberta em Aracaju

    Duas pessoas já morreram e 150 estão sob análise

    Por Plox

    01/10/2019 09h46 - Atualizado há cerca de 2 anos

    Duas pessoas já morreram em Sergipe, em decorrência de uma nova doença, que apresenta sintomas parecidos com os da leishmaniose visceral. No entanto, a enfermidade é mais grave e mais forte diante do tratamento. No total, 150 pessoas já contraíram a doença em Aracaju. A enfermidade é investigada por um grupo de pesquisadores do país, no Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID) e o primeiro caso ocorreu em 2011.

    Apesar de letal, ainda não foi possível identificar o parasita, porém, o que se sabe até o momento é que ele não é igual ao da Leishmania, que causa a leishmaniose. O cachorro é a principal fonte de infecção para o vetor. Alguns sintomas em pessoas são: febre que dura muito tempo, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular e anemia.  

    DIVULGAÇÃO

    Foto: Reprodução

    O doutor Roque Pacheco de Almeida, professor do Departamento de Medicina da Universidade Federal de Sergipe, pesquisador e médico do Hospital Universitário/EBSERH do Estado, foi quem diagnosticou e tratou os pacientes acometidos. Os 150 pacientes estão sendo avaliados para confirmar se foram ou não afetados pelo novo parasita. "Boa parte desses pacientes também pertence a esse novo grupo. Ou seja, o problema pode ser ainda maior do que estamos imaginando", informou.

    Conforme explicou, há uma grande semelhança entre os sintomas da nova doença com a leishmaniose visceral, porém, a enfermidade recém-descoberta é mais severa. "A gente trata muitos pacientes com calazar [leishmaniose visceral] aqui. São vários por ano. Um desses pacientes não respondeu ao tratamento. Ele recidivou [a doença apareceu de novo], tratamos novamente, recidivou de novo. E, na terceira recidiva, apareceram lesões na pele. Em pacientes sem HIV não vemos isso. Ele não tinha HIV e apareceram lesões na pele, pelo corpo inteiro, tipo botões, que chamamos de pápulas", explicou, em entrevista ao portal Agência Brasil.

    O médico continuou: "Quando fizemos a biópsia, eram células repletas de parasitas. E aí o paciente evoluiu gravemente ao que chamamos de leishmaniose visceral grave, com sangramento. O baço dele era gigante, e a gente tentou formas de tratamento, mas ele não sobreviveu”. Agora, os pesquisadores pretendem conseguir saber mais detalhes sobre a nova enfermidade para levar à população informações para tentar combatê-la.

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