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    Polícia Civil indicia pai pelo afogamento de filho em Governador Valadares

    Criança passava o final de semana na casa do pai, de 48 anos, e estava na companhia de outras pessoas da família do homem

    Por Plox

    01/10/2021 16h43 - Atualizado há 26 dias

    A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta semana, em Governador Valadares, na região do Rio Doce, as investigações que apuraram a morte de uma criança, de 2 anos de idade, que morreu afogada na piscina de uma chácara, localizada no distrito de Chonim de Baixo, no dia 9 de maio deste ano. No dia dos fatos, a criança passava o final de semana na casa do pai, de 48 anos, e estava na companhia de outras pessoas da família do pai.

    Segundo apurado, o homem estava dormindo com a criança em um dos quartos da chácara, quando acordou e deu falta do filho. Depois de procurar na área externa, o homem visualizou a criança boiando dentro da piscina. Ele tentou socorrer a criança, que não resistiu e faleceu.

    Piscina onde criança se afogou e quarto onde ela dormia com pai/Foto: Divulgação PC

     

    De acordo com o laudo médico-legal, a causa da morte foi asfixia por imersão em meio líquido. No decorrer das investigações, a perícia criminal constatou que, da porta do quarto do pai até a borda da piscina, eram 5 metros de distância. Também foram verificadas as dimensões da piscina, que tinha 4,5 metros de largura e variava entre 1,20m e 1,60m de profundidade, além de ter sido constatado que não havia proteção em volta da piscina. Testemunhas também foram ouvidas e deram seus relatos sobre o caso.

    Segundo a delegada Dulcilaine Alcântara, que conduziu as investigações, “resta claro que o genitor foi negligente. A porta do quarto onde eles dormiam que, inclusive, fica de frente para a piscina, estava aberta; e a piscina não tinha nenhuma proteção”, disse.

    Em razão disso, o homem foi indiciado por homicídio culposo (artigo 121, parágrafo 3º do Código Penal), sendo o inquérito concluído e encaminhado à Justiça.
     

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