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    Polícia prende suspeitos de aplicar golpe do falso emprego em Minas

    Quatro pessoas foram presas; número de vítimas já ultrapassa 100

    Por Plox

    01/11/2021 23h07 - Atualizado há 29 dias

    A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, na última quinta-feira (28), quatro representantes de uma empresa que prometia vagas garantidas de emprego para menor aprendiz. A condição era participar de um curso pago antecipadamente, porém, após o pagamento, não havia vaga.

    Na ação, realizada pela Delegacia Especializada em Defesa do Consumidor (Decon), foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão decretados pelo Poder Judiciário, sendo uma pessoa presa preventivamente, e outras três em flagrante.

    “Durante a investigação, a PCMG apurou que, desde 2017, os investigados vêm abrindo e fechando empresas, burlando as autoridades e ludibriando as vítimas, que chegam a mais de 100 pessoas”, destaca a delegada Danúbia Quadros, responsável pelas investigações.

    Os mandados foram cumpridos em Nova Lima, Região Metropolitana, e em Belo Horizonte, onde os crimes ocorriam. Entre os presos estão dois homens e duas mulheres, sendo que três deles já acumulam passagem pelo crime de estelionato. Uma das suspeitas confirmou à polícia que participou do esquema criminoso, mas que teria saído em meados de setembro deste ano.

    Polícia Civil faz alerta para golpes e orienta as vítimas a denunciarem. Foto: divulgação/PCMG

     

    Investigações

    Os levantamentos apontaram que os suspeitos abriram, aproximadamente, sete empresas nesse período, sendo a última situada no bairro Prado, em uma casa que foi alvo das buscas de hoje. Na residência do casal de suspeitos, foram apreendidos documentos referentes às empresas anteriores.

    As investigações, iniciadas em fevereiro deste ano após registro de ocorrência do representante legal de um dos adolescentes, apontaram que os estelionatários obtinham o contato telefônico de potenciais vítimas a partir de outros sites que ofereciam vagas de emprego para menores. Os representantes legais eram contatados por telefone e recebiam a falsa promessa, geralmente pagando entre R$ 1 mil a R$ 2 mil pelos cursos de capacitação.

    Alerta

    O chefe da Divisão de Fraudes, delegado Eric Brandão, chama a atenção para o potencial lesivo dos golpes. “Estamos em um momento de desemprego e estelionatários se aproveitam da vulnerabilidade dessas pessoas, que sonham com um primeiro emprego, às vezes, as colocando em situações muito precárias”, afirma.

    O delegado ressalta que é preciso ficar atento a ofertas de emprego como essas. “É incomum que uma vaga garantida de emprego seja oferecida por telefone. Portanto, em caso de suspeita, deve-se buscar informações sobre a procedência daquela empresa e desconfiar das condições impostas”, completa.

    Como denunciar

    Caso haja outras vítimas desse tipo de golpe, a PCMG orienta que compareçam à Decon, situada na Rua Martim de Carvalho, 94 - térreo, bairro Santo Agostinho, na capital, para o devido registro da ocorrência e a representação criminal. “Conforme determinação legal, o crime de estelionato é de ação pública condicionada à representação da vítima para início da investigação”, esclarece Danúbia Quadros.

    A Polícia Civil informa que as investigações prosseguem para apurar a participação de outros envolvidos.

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